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OPERAÇÃO SANGRIA: MP e polícia cumprem mandados em Mossoró, Caraúbas e Campo Grande

terça-feira, 14 de outubro de 2014 · 0 comentários

Cerca de 40 promotores de Justiça, acompanhados com policiais, estão cumprindo ordens de busca e apreensão nos municípios de Caraúbas, Campo Grande e Mossoró, na manhã desta terça-feira, 14.
O nome da Operação, conforme informou a Assessoria do Ministério Público Estadual, é "Sangria". O alvo principal do trabalho dos promotores seria a Prefeitura Municipal de Caraúbas, que estaria cercada de policiais desde o início da manhã.
Ainda em Caraúbas, os mandados estão sendo cumpridos na casa do secretário de Finanças, Patrîcio Oliveira, na sede da Prefeitura Municipal, na casa e nos comércios do presidente da Câmara Ailton Praxedes, de secretários Municipais, na Clínica Clio, entre outras.
A casa do controlador geral e contador André Viana, além dos secretário Alberto Matos e de vários outro.
Nas cidades de Mossoró e Campo Grande, ainda não se tem a confirmação dos locais que os promotores e policiais estão cumprindo os mandatos de busca e apreensão.
Mais informações em instantes!


Fonte - De Fato

MP quer apurar entrada gratuita de policiais em festas e eventos

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013 · 0 comentários




O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) expediu recomendação para que as autoridades apurem abuso de poder por parte de policiais civis, militares, agentes penitenciários e funcionários do ITEP/RN que, valendo-se da autoridade do cargo que a lei lhes confere, solicitam ou exigem a entrada gratuita em estabelecimento de diversão.

A recomendação visa garantir a legalidade e eficiência do trabalho policial, e se dirige ao Delegado-Geral de Polícia Civil, Secretário de Estado de Justiça e Cidadania, Diretor do Instituto Técnico de Polícia Civil do RN (ITEP), Coordenador do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP) e Presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – Seccional RN – ABRASEL/RN.

O Promotor de Justiça Leonardo Cartaxo Trigueiro, recomendou ao Delegado-Geral de Polícia Civil que expeça ato administrativo de caráter normativo a fim de implementar no âmbito da Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Norte, diretrizes sobre o porte de armas de fogo em locais de aglomeração de pessoas em virtude de evento de qualquer natureza.

Ao Secretário de Estado da Justiça e Cidadania que expeça ato administrativo advertindo os agentes penitenciários acerca da vedação do porte de arma de fogo, fora de serviço, conforme disciplina o § 1º, do art. 6º, da Lei Federal nº 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento), excetuando-se aqueles que possuem o porte particular de arma de fogo (art. 10, Lei nº 10.826/2003).

Ao diretor do ITEP que expeça ato administrativo advertindo os servidores do referido órgão das consequências administrativas, cíveis e criminais, daqueles que, valendo-se do cargo exercido, solicitam ou exigem entrada franca em estabelecimentos privados de diversão, sem estar de serviço.

Ao Coordenador do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP) que determine aos funcionários deste órgão que, constatada as situações narradas na presente recomendação, entre em contato com o Chefe da respectiva instituição ou quem o estiver representando, para que faça a condução do agente público à delegacia plantonista a fim de ser lavrado o procedimento pertinente.

Ao Presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes Seccional RN – ABRASEL que divulgue aos associados da referida instituição o teor da referida Recomendação, orientando-os a cerca dos procedimentos que devem ser adotados diante de situações de flagrante abuso de autoridade.

As autoridades a quem são dirigidas a recomendação devem, no prazo de dez dias, informar as providências adotadas, inclusive, se acatam ou não, a fim de que sejam adotadas as devidas providências.

MINISTÉRIO PÚBLICO TENTA EVITAR INTERFERENCIAS DE POLÍTICOS NO TRABALHO DA POLÍCIA EM CIDADE DO RN...

quarta-feira, 19 de junho de 2013 · 0 comentários

O Ministério Público Estadual, por intermédio da Promotoria de Justiça da Comarca de Apodi, encaminhou Recomendação ao Comandante Geral da Polícia Militar e ao Delegado-Geral de Polícia Civil para que se abstenham de realizar qualquer interferência indevida na atividade finalística dos policiais civis e militares lotados no município. 
A Recomendação objetiva evitar interferências políticas no trabalho da polícia e foi encaminhada também aos Comandantes do 2° Batalhão da Polícia Militar, em Mossoró, da Companhia da PM em Apodi, da Polícia Rodoviária Estadual, além dos destacamentos da Polícia Militar, delegado da Polícia Civil e demais policiais da Comarca para que não aceitem qualquer pedido, ordem ou solicitação de políticos que se configurem em intervenções sofridas no exercício profissional, denunciando eventuais casos imediatamente à Promotoria de Justiça. 
O representante do MP na Comarca de Apodi, encaminhou a Recomendação aos prefeitos e demais ocupantes de cargos eletivos nos municípios integrantes da Comarca para que se abstenham por si por representantes de intervir direta ou indiretamente na atividade policial, seja para beneficiar ou prejudicar cidadãos. 
O MP pede aos cidadãos de Apodi, Felipe Guerra, Itaú, Rodolfo Fernandes e Severiano Melo que denunciem qualquer favorecimento ou perseguição policial motivada por ingerência política ou hierarquia sobre policiais que trabalham nessas cidades. 
Na Recomendação, o Ministério Público adverte, que a intervenção indevida no trabalho policial implicará a adoção das ações penais e de improbidade cabíveis, especialmente por violação aos deveres do administrador público no campo da impessoalidade e da imparcialidade. 
Do documento, o representante do MP alerta que tem sido comum a veiculação de notícias dando conta da intervenção de políticos ou superiores no livre exercício da atividade policial, com vistas, sobretudo, a inibir a atuação policial contra amigos e parentes. 
Blog Barra Pesada

Postado por sentinelasdoapodi  via ASSPRA PM RN

Com média de 10 roubos a veículos por dia, MP cobra investigação no RN

quarta-feira, 12 de junho de 2013 · 0 comentários

Igor JácomeDo G1 RN

O promotor de Justiça do Rio Grande do Norte, Wendell Beetoven Ribeiro Agra, recomendou que a Delegacia Especializada em Defesa da Propriedade de Veículos e Cargas (Deprov) instaure e conclua inquéritos de todos os crimes de furto ou roubo de veículos registrados no estado. A recomendação publicada nesta quarta-feira (12) no Diário Oficial do Estado ainda solicita que o delegado adote mecanismos de controle para vincular o número de registro da ocorrência ao respectivo inquérito. A recomendação dá prazo de dez dias para que o delegado se pronuncie ao Ministério Público.

Segundo o MP, os dados mais atualizados - fornecidos pelo delegado da Deprov - indicariam 2.237 ocorrências de furtos e roubos de carros e motos no Estado do Rio Grande do Norte no ano de 2011. A delegacia, no entanto, instaurou apenas 182 inquéritos policiais no mesmo ano, o equivalente a apenas 8,13% dos crimes noticiados.

O delegado titular da Deprov, Frank Albuquerque, disse ao G1 que considera impossível atender à demanda. "É humanamente impossível. Nós temos apenas três delegados (um está de licença) e seis policiais. Não temos estrutura para atender toda essa demanda", afirmou. O delegado disse ainda que, somado ao número de ocorrências de 2011, a delegacia ainda precisa dar conta de 3.611 casos em 2012 e outros 1.814 registrados até maio de 2013. "É uma média de dez ocorrências por dia. Precisaríamos de pelo menos dez delegados e 15 escrivães, além de uma estrutura maior", disse.

A recomendação, de acordo com o promotor, visa permitir “à vítima ou qualquer legítimo interessado acompanhar a sua tramitação (nos termos da Lei de Acesso à Informação), bem como, aos órgãos de controle da atividade policial, internos e externos, verificar o cumprimento das normas legais e regulamentares correlatas”, diz.

Segundo o documento, para fazer a recomendação, o promotor considerou o levantamento elaborado pela subcoordenadoria de Estatística e Análise Criminal, da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social, publicada em matéria jornalística “a respeito do número de crimes de furto e roubo de veículos automotores, revelando que no período compreendido entre os meses de janeiro e maio de 2011, somente nesta capital, foram registrados, na Delegacia Especializada em Defesa da Propriedade de Veículos e Cargas, 662 ocorrências do gênero”.

“O número de inquéritos policiais instaurados no âmbito da Deprov não corresponde ao de ocorrências registradas, ficando evidente que a maioria dos crimes de furto e roubo de veículos automotores noticiados não é sequer investigada pela Polícia Civil, ou ainda, que podem existir investigações não materializadas em inquéritos policiais, o que constitui grave irregularidade e ineficiência da atividade policial”, descreve o texto.

"Infelizmente, nem se juntasse todas as delegacias de Natal, poderíamos fazer todos esses inquéritos. O próprio promotor reconhece que não temos estrutura", diz o delegado.

MP recomenda interdição de cadeia em Natal por 'condições degradantes'

sexta-feira, 3 de maio de 2013 · 0 comentários


Presídio provisório de Natal não deve receber mais presos (Foto: Igor Jácome)


O Ministério Público do Rio Grande do Norte publicou recomendação à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) a imediata suspensão da entrada de presos na Cadeia Pública de Natal - presídio Raimundo Nonato Fernandes, na zona Norte da cidade. O documento assinado pelo promotor criminal José Braz Paulo Neto foi publicado no Diário Oficial do Rio Grande do Norte nesta sexta-feira (3) e também recomenda a elaboração de um projeto de construção de novos estabelecimentos penais em um prazo máximo de um ano. Segundo Braz, a superlotação e as consequências dela impõem aos presos "condições degradantes em face sua condição de pessoa humana".

Procurado pelo G1, o coordenador da Administração Penitenciário do estado (Coape), Castelo Branco, disse que desconhecia a recomendação. “Estou sabendo pela reportagem do G1 dessa recomendação do Ministério Público. Ainda não fui notificado oficialmente. Vou analisar o documento e submetê-lo à assessoria jurídica da Sejuc. De qualquer forma, gostaria de saber onde as pessoas que forem presas em Natal ficarão detidas. Seria bom que o promotor também indicasse uma saída”.

Segundo dados oficias da Sejuc, até a semana passada, o presídio Raimundo Nonato tinha 399 presos, quando sua lotação é de 216 vagas.

A recomendação é para que a Sejuc “adote urgentes providências, no prazo de 30 dias, no sentido de reduzir os presos custodiados na Cadeia Pública de Natal e nos Centros de Detenção Provisória aos limites estabelecidos em ato oficial do Governador do Estado do Rio Grande do Norte bem como visando a transferência dos presos que estão custodiados nas unidades prisionais desta capital que já foram julgados, procedendo com sua remoção para estabelecimento penal adequado ao regime penal fixado na sentença penal condenatória”, diz José Braz Paulo Neto.

Na publicação, o promotor ainda recomenda que a Secretaria adote providências, no prazo de 60 dias, para a retirada dos presos provisórios e condenados, do regime fechado, custodiados no segmento do regime semiaberto do Complexo Penal Dr. João Chaves. No mesmo prazo, a Sejuc tamvpém deve oferecer local adequado para o cumprimento das penas dos apenadas do mesmo regime do Complexo Penal Dr. João Chaves.

O Ministério Público ainda recomenda que se “elabore projeto e execute, no prazo máximo de 12 meses, a construção de estabelecimentos penais destinados a presos provisórios para esta capital do Estado do Rio Grande do Norte, com oferta de vagas suficiente para manter a lotação das demais unidades prisionais desta capital dentro dos limites previsto nos atos normativos referidos nesta Recomendação, devendo encaminhar à 17ª Promotoria de Justiça, no prazo de 60 dias, a partir de cientificado desta recomendação, o referido projeto”.

Presos na operação Máscara Negra devem ser soltos na sexta, diz juíza

quinta-feira, 18 de abril de 2013 · 0 comentários

A juíza de Macau, Cristiany Maria de Vasconcelos Batista, informou que vai mandar soltar as 12 pessoas que continuam detidas em razão da operação Máscara Negra, deflagrada no último dia 9, em várias cidades do Rio Grande do Norte. O grupo deve ser solto na sexta-feira (19), logo que terminar o prazo das prorrogações das prisões temporárias. Segundo o Ministério Público, não há a necessidade de manter os suspeitos presos, pois não existe mais a possibilidade deles atrapalharem as investigações.

O MP investiga desvios de R$ 3 milhões em contratações fraudulentas de shows musicais, estrutura de palco, som, trios elétricos e decoração para eventos realizados entre os anos de 2008 a 2012 em Guamaré e Macau, cidades do litoral Norte potiguar.

Segundo a magistrada, o grupo vai continuar preso até o final do prazo. "Vou manter as 12 pessoas presas até o último momento", afirmou Cristiany.

Segundo o procurador-geral do MP no RN, Manoel Onofre Neto, não há a necessidade de manter os suspeitos presos por mais tempo. "Eles não estão atrapalhando a investigação. Caso comecem a atrapalhar, aí sim, poderemos solicitar a prisão preventiva", ressaltou.

Operação Máscara Negra

A operação Máscara Negra foi deflagrada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte no último dia 9 em combate a supostas fraudes em licitações para contratações de bandas para eventos festivos no RN e ainda em São Paulo, Ceará, Pernambuco, Bahia e Paraíba. Os mandados de busca e apreensão e de prisão foram assinados pela juíza da comarca de Macau, Cristiany Maria de Vasconcelos Batista. A Polícia Militar deu apoio aos promotores no cumprimento dos mandados.

O MP revelou que, “só no ano passado, a Prefeitura de Guamaré gastou mais de R$ 6 milhões em festividades, enquanto que a de Macau chegou à cifra de R$ 7 milhões entre 2008 e 2012. Esses gastos com contratações de bandas e serviços para festas compreendem mais de 90% do recebido em royalties no período e mais de 70% do recebido em FPM (Fundo de Participação dos Municípios)”.

Operação Máscara Negra também cumpriu mandados de busca e apreensão em Macau (Foto: Carlos Adams/G1)Operação Máscara Negra cumpriu mandados de busca e apreensão em Macau (Foto: Carlos Adams/G1)

MINISTÉRIO PÚBLICO DO RN RECOMENDA DESTITUIÇÃO DE OFICIAIS QUE INGRESSARAM NA PMRN COM IDADE SUPERIOR AO PREVISTO EM LEI

sexta-feira, 5 de abril de 2013 · 0 comentários





O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte expediu uma recomendação ao Comandante Geral da PMRN desde o ano de 2012, no sentido de declarar nulo o último concurso realizado para o cargo de Oficial PM, o qual teria sido realizado com inobservâncias às Leis vigentes. De acordo com a Recomendação nº 02/2012 houve uma flexibilização da Lei Estadual nº 4.630/76, a qual estabelece o limite de idade de até 30 anos completos para o Quadro de Oficiais e Praças Combatentes, beneficiando policiais militares que estavam com idade superior e conseguiram ingressar na carreira do oficialato. Ainda conforme o MPRN, o fato afrontou diretamente o princípio da igualdade, ocasionando um tratamento desigual no concurso público para o público civil e militar, beneficiando este último. O Ministério Público ainda destaca o ingresso de pelo menos sete militares com idade superior ao permitido em Lei, tendo sido empossados como Oficiais da PMRN. Ao final, o Ministério Público recomenda a destituição destes Oficiais beneficiados com o caso

Read more: http://qthdanoticia.blogspot.com/2013/04/ministerio-publico-do-rn-recomenda.html#ixzz2Pb68d9d8

MP enquadra PMs

segunda-feira, 25 de março de 2013 · 0 comentários

DO NOVO JORNAL

O Ministério Público Estadual está acusando sete policiais militares pela prática de improbidade administrativa por, supostamente, terem desviados recursos públicos da Polícia Militar do RN. Promotores da Defesa do Patrimônio Público estimam que R$ 334.755,30 tenham sido retirados do setor de finanças da Corporação após irregularidades cometidas pelo tesoureiro geral, que teria direcionado cheques a familiares e amigos. Três oficiais superiores são investigados.

A Ação Civil Pública de Responsabilização pela Prática de Atos de Improbidade Administrativa, impetrada na quarta-feira dessa semana, foi distribuída por sorteio para a 3ª Vara da Fazenda Pública de Natal e está conclusa para despacho. O suposto esquema vinha sendo investigado desde o ano de 2005, quando foi identificado, mas só agora foi denunciado ao TJ.

O MP aponta que o major Francisco Flávio Melo dos Santos, que ocupou o cargo de tesoureiro da diretoria de finanças, seria o líder de um esquema de desvio de dinheiro na Corporação. Ele teria direcionado cheques e falsificado a assinatura do comandante da PM da época, o coronel Edvaldo Balbino Rodrigues. Os cheques, de acordo com a denúncia, tiveram como beneficiários a sua irmã, major Maria Tereza dos Santos Boggio, a sua amiga sargento Verací Câmara de Freitas, a sua ex-namorada Selma Maria Ribeiro, dois soldados da PM (Cleber Benedito Martins e José Francisco Caetano) e o sargento Mário Romão da Silva.

No total, o MP pede a condenação por improbidade de nove pessoas, sendo sete militares. Na lista dos acusados também está o coronel Severino Francisco de Moura, que ocupava a diretoria de finanças na época dos desvios investigados.

Nos pedidos que os promotores realizaram à Justiça, estão a quebra do sigilo bancário dos investigados, a indisponibilidade de bens, a condenação por improbidade e a condenação a ressarcimento do valor de R$ 334.475,30. Nos termos do artigo 12 da Lei de Improbidade Administrativa, os promotores requerem que os policiais percam a função pública que ocupam.

Do total de mais de R$ 300 mil, o Ministério Público revelou que ao menos R$ 188.069,51 teriam sido destinados a amigos e familiares, “favorecendo-os diretamente sem nenhuma motivação específica a não ser o dolo de auferir o desvio de dinheiro público”. O valor restante teria sido emitido pelo major Flávio sem que fossem seguidas as exigências legais.

A maior favorecida com os valores dos cheques emitidos pelo major Flávio, de acordo com as investigações, é a sua irmã, major Tereza. Um total de R$ 106.338,00 teve ela como beneficiária. Os números e cópias dos cheques foram anexados ao processo.

Os promotores detalham na ação que “sem nenhuma base legal ou regulamentar e à margem de qualquer transparência, o demandado realizava uma intensa movimentação de cheques destinados ao pagamento de diárias, de fornecedores, bem como beneficiava nominalmente, sem nenhuma justificativa, membros da corporação e civis”. Na visão do Ministério Público, o oficial superior “desviava para si ou para outrem, as verbas integrantes do acervo patrimonial da PM/RN, emitindo ordens de pagamento para custear supostas despesas sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie.”.

A ação aponta que a gestão do tesoureiro serviu como “terreno fértil” para desvios de dinheiro público. “A gestão do demandado no manuseio das verbas extraorçamentárias da Polícia Militar foi terreno fértil para o desvio do dinheiro público, com a transferência de tais recursos de maneira indiscriminada, através de cheques nominais, beneficiando até mesmo pessoas do seu círculo afetivo”.

O NOVO JORNAL tentou manter contato com a Promotoria da Defesa do Patrimônio Público para tirar dúvidas quanto à Ação. O documento não esclarece qual a destinação de R$ 150.406,00 que, apesar de terem sido aparentemente gastos de forma irregular, não foram destinados a amigos e familiares. Outro questionamento é o porquê de o procedimento investigativo ter se prolongado por mais de sete anos, já que o inquérito civil 147 foi aberto no ano de 2005. Outra pergunta foi sobre a possibilidade de responsabilização criminal em face da suposta irregularidade.

Através da assessoria de comunicação, os promotores informaram que não teriam tempo para responder às perguntas, pois estavam ocupados respondendo a outra demanda judicial sobre a qual deveriam se posicionar em 48 horas. O MP informou que na segunda-feira prestará os esclarecimentos requisitados.

Suspeitos negam irregularidades 

Dentre os sete policiais militares investigados, dois deles ocupam cargos de chefia no atual comando da PM. O major Francisco Flávio Melo dos Santos, apontado como líder do esquema, é chefe de Operações do Comando de Policiamento do Interior (CPI). A sua irmã, a major Maria Tereza Melo dos Santos Boggio é a atual comandante do 1º Batalhão da PM, responsável pelo patrulhamento da zona Leste de Natal.

O NOVO JORNAL os procurou nessa sexta-feira para que pudessem comentar as acusações. Na sala onde trabalha, no Quartel do Comando Geral no Tirol, o major Flávio negou que tivesse praticado qualquer irregularidade. “Já fui absolvido em processo semelhante. Recebo com surpresa essa nova acusação, mas vou aguardar para me pronunciar somente em juízo”, disse o oficial.

Ele disse que as ordens de pagamento continham a assinatura do comandante-geral e, por isso, não poderiam ser irregulares. “Houve prestação de contas e tinha a assinatura do comandante”. O MP apontou, após perícias grafotécnicas realizadas pelo Itep, que houve falsificação da assinatura do coronel Balbino. O major negou a autoria da falsificação. Ele se disse perseguido pelo ex-comandante da PM, coronel Marcondes Rodrigues Pinheiro. Foi na gestão de Marcondes que a investigação começou.

A reportagem também ouviu a major Tereza. Por telefone, ela informou que estava hospitalizada e não se prolongaria nos comentários sobre as acusações. Ela negou que tivesse sido beneficiária de cheques. Momentos antes, o major Flávio havia dito que a irmã era uma dentre outros policiais para quem cheques eram emitidos para realização de pagamentos. “Não sei do que se trata a ação. Preciso tomar conhecimento antes de comentar qualquer coisa”, disse a major Tereza.

Os demais investigados têm papel supostamente menor no esquema. A sargento Verací Câmara, atualmente lotada na Secretaria de Segurança, teria sido beneficiária de um cheque no valor de R$ 4,8 mil. Além disso, a sua mãe também figura como uma das pessoas que receberam recursos irregulares. Em depoimento, a mãe da sargento disse ter atendido um pedido feito pela filha, para quem repassou o valor.

Também existem cheques em nome dos soldados José Francisco Caetano e Cleber Benedito Martins, que trabalham hoje em departamentos administrativos da PM. Na mesma situação está o sargento Mário Romão da Silva, que atua Departamento de Apoio Logístico da Corporação. A participação do coronel Severino Moura, que hoje está na Reserva, de acordo com o MP, restringe-se a permitir que pagamentos fossem realizados de forma ilegal, com policiais sacando cheques para pagar a fornecedores, como disse em depoimento.

O Ministério Público ouviu os investigados no âmbito do inquérito civil que conduzia. Aos promotores, os investigados disseram que os valores sacados eram integralmente devolvidos ao major Francisco Flávio Melo dos Santos. Isso, no entanto, não exime de responsabilidade os beneficiários que, segundo o MP, agregaram os valores aos patrimônios pessoais.

Comandante vai esperar tramitação do processo

O Comandante-geral da Polícia Militar, coronel Francisco Araújo, disse que tomou conhecimento da ação através da reportagem do NOVO JORNAL, que na manhã de ontem solicitou um posicionamento dele quanto à situação. Ele afirmou que irá aguardar a tramitação do processo, já que a ação foi impetrada nessa semana, para avaliar eventuais medidas contras os investigados. “Vamos tomar as medidas institucionais cabíveis, mas iremos aguardar a tramitação do processo. É prematuro me posicionar agora”, resumiu Araújo. 

Como funcionava o esquema, segundo o MP

1 – Entre os anos de 2004 e 2005, o major Francisco Flávio Melo dos Santos, enquanto tesoureiro da PM, teria desviado R$ 334.475,30 da Corporação.

2 – O desvio ocorria através da emissão de cheques a amigos e familiares. O MP identificou que, ao menos R$ 11.731,51 tiveram como beneficiários amigos e subordinados do major na diretoria de finanças da PM.

3 – A maior beneficiária desse esquema seria a major Maria Tereza Melo dos Santos Boggio, irmã do major Flávio. Ela teria recebido R$ 106.338,00 através de cheques.

4 – Para concretizar as fraudes, o major Flávio teria chegado a falsificar a assinatura do comandante da PM à época. A falsificação foi atestada por perícia do Itep.

5- O MP pede a condenação de sete policiais militares e duas outras pessoas por improbidade administrativa, que inclui a perda da função pública. Além disso, requer à Justiça a quebra de sigilo bancário dos envolvidos e a indisponibilidade de bens para ressarcimento ao Estado do valor supostamente desviado.

6 - Os suspeitos negam envolvimento em irregularidades. Comando da Corporação aguarda tramitação do processo para tomar qualquer medida.

PMs começam a deixar delegacias da Polícia Civil em todo o RN

sexta-feira, 1 de março de 2013 · 0 comentários


Por Thyago Macedo e Sérgio Costa do Portalbo
Os policiais militares do Rio Grande do Norte que estavam trabalhando em delegacias da Polícia Civil, em algumas cidades do Estado, estão deixando as unidades. Isso acontece em virtude de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Estadual. A determinação é que nenhum PM deve continuar exercendo ações que competem a policiais civis.
O comandante geral da Polícia Militar, coronel Francisco Canindé de Araújo Silva, confirmou ao Portal BO que estão sendo adotados todos os procedimentos para cumprir o que determina a Justiça. De acordo com o oficial, os comandantes de todos os Batalhões da PM no Estado estão sendo comunicados da decisão.
Em alguns casos, como em Caicó e Apodi, os policiais militares receberam ofícios nesta quinta-feira (28) e já estão deixando prédios das delegacias. “Só aqui em Apodi nós tínhamos quatro, que agora terão que voltar para o Destacamento em outros pólos”, comenta o comandante do policiamento naquela cidade, capitão Inácio Brilhante.
Em Caicó, de acordo o coronel Araújo Silva, outros quatro PMs também tiveram que retornar para o 6º Batalhão. A partir de agora, a medida deve se estender por outros municípios, alguns deles, no entanto, que não dispõem de policiais civis suficientes, deverão ter déficit no policiamento.
 

Mossoró: MP quer apurar suspeitas de maus tratos ocorridos no Ceduc

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013 · 0 comentários

Postado por V&C Artigos e Notícias 

Foto: Assessoria de Imprensa do MPRNA Promotoria da Infância e Juventude de Mossoró instaurou Inquérito Civil Público para apurar suspeitas de maus tratos sofridos por adolescentes que cumprem medida socioeducativa no Ceduc Mossoró.

O Inquérito Civil n° 06.2013.000048-1, instaurado pelo Promotor de Justiça Olegário Gurgel Ferreira Gomes, visa investigar informações que noticiam maus tratos aos internos ocorridos na madrugada do dia 2 de dezembro de 2012  e avaliar os danos ocasionados a direitos fundamentais.

Olegário Gurgel oficiou à direção do Ceduc Mossoró solicitando que a instituição identifique os adolescentes, educadores e os policiais militares indicados na denúncia.

Oficiou ainda à direção da Fundac em Natal, requisitando a instauração do procedimento administrativo pertinente e informando à Comarca as medidas adotadas no prazo de 10 dias.

Subprocurador diz que PM que não socorrer vítima pode responder por omissão

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013 · 0 comentários


Conforme noticiado, a decisão tomada pelo Governo de São Paulo, que proibe policiais de socorrer vítimas graves, deve repercutir e gerar muita discussão. E hoje esse debate ganhou mais um capitulo, veja o que disse o Subprocurador-geral da República, Aurélio Rios, em entrevista a Folha de São Paulo, ele é categórico,policiais que não socorrerem as vítimas poderão responder por omissão:
Folha - Como o sr. vê a resolução que impede que policiais socorram vítimas?
Aurélio Rios - Em nenhum momento ela proíbe o policial de prestar socorro. Ela diz que os primeiros policiais que atenderem a ocorrência têm de acionar o resgate. Sei que quando o Ministério Público ver um policial de braços cruzados aguardando uma vítima agonizante morrer, irá instaurar um inquérito de omissão de socorro.
A resolução do governo estadual não revoga o Código Penal.
Há algo positivo?
Sim, a preservação da cena de crime quando houver confronto com a polícia é importante.

Fonte: Folha de S. Paulo

Polícia Civil e MP esclarecem prisão dos assassinos de Maria Luiza

sábado, 8 de dezembro de 2012 · 0 comentários

Por Portalbo
Foto: Divulgação / Polícia Civil
A Polícia Civil juntamente com o Ministério Público receberam a imprensa no final da manhã dessa sexta-feira (07) para esclarecer os detalhes da prisão e do processo dos envolvidos no caso do assassinato da estudante Maria Luiza Fernandes Bezerra, de 15 anos, ocorrido em abril de 2009, no bairro de Cidade da Esperança. A Denúncia contra os indiciados Thiago Felipe Rodrigues Pereira, Thiago Cabeção, 26, e Kleisson de Souza Freitas da Silva, Negão, 32, foi recebida nesta quinta-feira (06) pelo Juiz da 3ª Vara Criminal de Natal.
A Operação “Fighter” (lutador em inglês) deflagrada pela Delegacia Especializada de Homicídios (DEHOM) sob o comando do delegado Laerte Jardim, com a participação do Ministério Público, com o objetivo de investigar o crime foi iniciada em outubro de 2011 e finalizada nesse mês de dezembro com a elucidação e todos os detalhes que culminaram com a morte de Maria Luiza. O nome da operação foi dado em homenagem à Maria Luiza, cujo segundo nome significa lutadora, e os laudos periciais apontaram que a vítima lutou desde o início contra os criminosos, tendo perdido inclusive parte das unhas.
As denúncias enviadas ao MP apontam que Thiago Pereira costumava assediar a vítima no intuito de ter relações sexuais com ela. “As investigações mostram que desde o início a motivação do crime teve o enfoque sexual, ou seja, os acusados nutriam um desejo não correspondido pela vítima”, frisou o delegado Laerte Jardim ressaltando o apoio do MP que ajudou nas investigações.
Mas diante das constantes recusas de Maria Luiza ele, juntamente com seu comparsa, a seqüestraram, estupraram e assassinaram. “Os depoimentos testemunhais, provas documentais e o vasto material pericial foi decisivo para a conclusão desse caso”, revelou o Promotor de Justiça, Jovino Pereira, que acompanhou e participou das investigações. Mais de cem pessoas foram ouvidas durante o processo investigativo.
De acordo com as investigações feitas pela Polícia Civil, na noite de 21 de abril de 2009, por volta das 19h30, a estudante foi raptada pelos acusados quando trafegava na Av. Capitão Mor Gouveia, bairro Bom Pastor, e depois levada, num veículo GOL, cor branca, para a casa de Kleisson Silva, no conjunto Jardim América, local onde foram praticados os abusos sexuais, agressões e o homicídio. Em seguida, eles transportaram o corpo da adolescente até um lixão, onde a enterraram após vilipendiar o cadáver. Vestígios de sangue foram inclusive encontrados na casa do acusado, conforme laudos periciais.
Insatisfeitos com a reação da vítima, que também estava menstruada naquele momento, os denunciados a mataram por esganadura com uso das mãos e vestes que retiraram da adolescente. Na mesma noite, os denunciados transportaram o cadáver de Maria Luiza até um lixão num morro situado na rua da Fé, conjunto Jardim América, onde o vilipendiaram (introduzindo galho na vagina que perfurou o útero e as alças intestinais) e ocultaram.
Segundo o delegado Laerte Jardim, os suspeitos chegaram a coagir testemunhas durante o processo. “Temos informações de que houve ameaça às testemunhas e que inclusive eles chegaram a obrigá-las a mentir em seus depoimentos”, acrescentou. Kleisson chegou a se evadir do estado logo após o crime, indo morar na Paraíba e depois no Ceará.
 

 
Os assassinos foram indiciados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, seqüestro e cárcere privado, roubo qualificado, estupro, vilipendio de cadáver e ocultação de cadáver. Caso sejam condenados às penas máximas eles poderão ser sentenciados a mais de 60 anos de prisão.

Os dois acusados se encontram custodiados na Cadeia Pública de Nova Cruz, onde já respondem por outros crimes. Thiago Felipe responde a processos por homicídio, porte de munição e posse de drogas, enquanto Kleisson já responde por furto e crime de violência doméstica. A Polícia Civil e o MP apontam ainda a participação de pelo menos outras duas pessoas no crime, mas os detalhes não foram divulgados para não atrapalhar as investigações.
Relembre o caso
A adolescente Maria Luíza Fernandes Bezerra, de 15 anos, havia saído de casa para ir a uma lan house no dia 21 de abril de 2009 e depois desapareceu. Ela foi encontrada morta no dia 27 de abril de 2009 num lixão localizado nas proximidades do bairro de Cidade da Esperança, Zona Oeste de Natal. Maria Luiza tinha o corpo despido, com sinais de violência sexual, estrangulamento e ainda teve um galho de 40cm introduzido na região genital. O caso ganhou repercussão na imprensa potiguar devido aos requintes de crueldade com que foi praticado.
Thiago Felipe Rodrigues Pereira, de 25 anos, conhecido como "Thiago Cabeção", foi apontado como suspeito de ter praticado o crime. Ele chegou a ser preso em maio daquele ano, juntamente com outro suspeito, mas após 90 dias, teve a prisão relaxada por falta de provas. No último dia 21 de agosto desse ano, a Polícia Civil cumpriu mandado de prisão contra Thiago Felipe por suspeita do homicídio de Francinildo Cordeiro dos Santos.
As investigações do caso foram iniciadas pela delegada Adriana Shirley, da Delegacia Especializa na Defesa da Criança e do Adolescente (DCA) e, em 2011, o inquérito foi repassado para a Delegacia Especializada em Homicídios (DEHOM), sendo presidido pelo delegado Laerte Jardim. 
*Fonte: Assessoria / Degepol

Suspeito de sonegar R$ 7 milhões no RN é preso no Paraná, diz MP

quinta-feira, 22 de novembro de 2012 · 0 comentários


O empresário mossoroense Alcivan Mendes de Moura, apontado como principal alvo da Operação Drible, deflagrada no último dia 13 no Rio Grande do Norte, foi preso na noite desta quarta-feira (21) ao tentar cruzar a fronteira para o Paraguai, segundo o Ministério Público do RN. O empresário foi detido no município de Santa Terezinha de Itaipu, no estado do Paraná.
Ainda segundo o Ministério Público, Alcivan tentou fugir, mas foi contido por agentes da Polícia Rodoviária Federal. O Núcleo de Comunicação Social da 15ª Superintendência da PRF no RN divulgou a foto do empresário e informou que Alcivan foi preso por volta das 20h40, no Km 715 da BR 277, fronteira com o Paraguai. Ele estava em um veículo Mercedez Benz (NNK-5511). Durante a abordagem ao automóvel, durante uma fiscalização, ficou contatado que o empresário possuía mandado de prisão em aberto.
“Alcivan empreendeu fuga para o matagal adjacente à rodovia. Foi realizado cerco e o mesmo foi encontrado. Foi dado voz de prisão ao indivíduo e ele foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Santa Terezinha do Itaipu”, afirmou a assessoria, acrescentando que, de acordo com o motorista de Alcivan, eles estavam indo pegar uma mudança para levar para Natal.
O empresário é considerado líder de um esquema articulado no comércio de combustíveis do Rio Grande do Norte. As investigações apontam para um prejuízo aos cofres do Estado que soma mais de R$ 7 milhões em sonegação fiscal na comercialização de álcool.
Durante a investigação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), pelas Promotorias de Justiça de Combate à Sonegação Fiscal e de Defesa do Consumidor e pela Polícia Civil, juntamente com a Secretaria Estadual de Tributação (SET), foram constatados indícios de práticas ilícitas na distribuição ilegal de álcool combustível, concorrência desleal, adulteração de combustível, lavagem de ativos, formação de quadrilha, falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso, crime contra a ordem tributária – sonegação de tributo e crimes de corrupção ativa, entre outros.


Os suspeitos, ainda segundo relatou a promotora, também utilizavam de empresas de outros estados (Piauí, Ceará, Paraíba e Pernambuco) para adquirir os combustíveis de forma privilegiada. "As compras eram destinadas a outros lugares, mas permaneciam no Rio Grande do Norte", informou Patrícia Antunes. O álcool era comprados nas usinas sob a alegação de que seria utilizados em outra finalidade, que não a de combustível de veículos.
Início das fraudes
O Ministério Público acredita que a quadrilha pratique os crimes desde 2005, tendo desviado o valor estimado de R$ 7 milhões e adquirido 16,3 milhões de litros de álcool irregularmente. Ainda de acordo com o que foi divulgado na coletiva, o grupo iniciou as atividades comprando o etanol através de uma empresa de gênero alimentício, que não possuía permissão para a prática.
Com a intensificação da fiscalização, o esquema fraudulento se adaptou e passou a usar outra empresa, esta com razão social que permitia a compra do combustível, para praticar o crime.
A prática ilegal de sonegação de impostos, ainda de acordo com as investigações, acabou ultrapassando o mercado de postos de combustível e atingiu outros ramos. "Apreendemos eletrodomésticos e bebidas alcoólicas sem nota", afirmou Patrícia Antunes. Também foram apreendidos documentos, computadores e celulares de suspeitos nas empresas, além de armas de fogo sem porte.
Após a operação, quase todos os estabelecimentos permanecem funcionando normalmente, pois mantêm atividade regular. Somente o posto Lagoa Azul foi fechado, porque o combustível vendido no local foi analisado pela Agência nacional de Petróleo (ANP), que identificou irregularidades na composição química.
No vídeo ao lado, o secretário de Tributação José Ayrton da Silva fala sobre a Operação Drible
Além do empresário mossoroense, outras três pessoas são apontadas como integrantes do esquema. Duas delas foram presas em cumprimento de mandados expedidos pela Justiça quando a operação foi deflagrada. “Ainda falta prender Severino Fernandes Nunes, sócio da empresa Recap, que continua foragido”, confirmou o MP.
Operação Drible
A Operação Drible foi deflagrada no dia 13 deste mês pelo Ministério Público do RN em conjunto com a Secretaria de Estado de Tributação (SET), Polícias Rodoviária Federal e Civil e Agência Nacional do Petróleo (ANP). O objetivo foi a desarticulação de um grupo considerado atuante em toda a cadeia do comércio de combustíveis no estado. Na ocasião, dois mandados de prisão e 16 de busca a apreensão foram cumpridos.
Os quatro envolvidos são suspeitos da prática de irregularidades na aquisição, distribuição e revenda de combustíveis por postos pertencentes ao grupo. A ação ocorreu simultaneamente nas cidades de Natal, São Gonçalo do Amarante, São José de Mipibu, Taipu, Extremoz e Mossoró. Um dos mandados de prisão, contra Severino Fernandes Nunes, foi expedido para ser cumprido em João Pessoa, na Paraíba. Entretanto, ele não foi localizado e continua foragido.
De acordo com a promotora de Justiça Patrícia Antunes, coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MP, o grupo alvo das investigações adquiria combustíveis, principalmente álcool, diretamente das usinas através de empresas fantasmas, ou de propriedade de laranjas, para fugirem dos impostos. Desta forma, era possível burlar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS),além do Imposto de Renda, pois as empresas apresentavam ao Estado uma lucratividade menor do que o montante real.
Segundo o Ministério Público, Alcivan é o líder do grupo e comandava o esquema. Ele seria o maior beneficiado com os crimes. Severino Fernandes, que mora em João Pessoa, é acusado de ser um dos laranjas responsáveis pela compra dos combustíveis através da Recap. A promotora Patrícia Antunes afirma que ele tem identidade falsa, e se apresenta como João Henrique.
"Os outros empresários adquirem o álcool a R$ 1,99, e o grupo conseguia o combustível por 1,66. Isso gerava a impossibilidade de competição entre as empresas", detalhou a coordenadora do GAECO.
Outros crimes
De acordo com o que apontaram as investigações do Ministério Público, iniciadas em 2010, a prática de crimes não se restringia a fraude de impostos. Há denúncias de que alguns postos da rede vendiam combustíveis adulterados. Segundo Patrícia Antunes, também era comum a prática de trocar os tipos de combustíveis nas bombas. "Eles colocavam gasolina comum em uma bomba de gasolina aditivada e a vendiam mais cara ao consumidor", revelou a promotora.
Ela também disse que os estabelecimentos da rede colocavam aditivos a gasolina no próprio posto, o que é proibido por lei. "O combustível precisa passar pela ANP. É a agência que realiza esse processo", explicou.

Operação Drible combate máfia dos combustíveis em Natal

terça-feira, 13 de novembro de 2012 · 0 comentários


Ministério Público, Secretaria Estadual de Tributação, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Civil deflagraram nas primeiras horas da manhã de hoje (13), a Operação Drible, para combater a máfia dos combustíveis em Natal.

Estão sendo cumpridos 4 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em Natal, São Gonçalo do Amarante, São José do Mipibu, Taipu e Extremoz.

Segundo a investigação do GAECO o prejuízo aos cofres públicos chegam a mais de R$ 7 milhões. Além do GAECO, a Operação Drible contou com o apoio das Promotorias de Defesa do Consumidor e de Combate a Sonegação Fiscal.

Há indícios de formação de quadrilha, distribuição ilegal de álcool, adulteração de combustíveis, lavagem de ativos e sonegação fiscal. Segundo as investigações, o grupo opera desde 2005 e já adquiriu mais de 16 milhões de litros de álcool de forma irregular, desequilibrando a livre concorrência.

O álcool era retirado diretamente das usinas por meio de empresas fantasmas e revendido nos mais de 20 postos do grupo. Além disso o grupo ainda adulterava combustíveis, misturando gasolina comum com aditivada.

Entre as buscas e apreensões cumpridos pela operação Drible estão dois escritórios de contabilidade em Mossoró.

nominuto

Suspeitos de canibalismo confessam mais 6 mortes e viram réus, diz MP

terça-feira, 15 de maio de 2012 · 0 comentários


Juiz recebeu denúncia e tornou trio réu por duplo homicídio e mais 4 crimes. Novas vítimas estariam em três cidades, segundo depoimentos à polícia.
Três suspeitos de canibalismo em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, viraram réus pela morte de duas de suas vítimas, informou nesta terça-feira (15) ao G1 o promotor de Justiça do caso, Itapuan Vasconcelos. Segundo o representante do Ministério Público, o trio confessou mais seis mortes no inquérito, que totalizariam nove vítimas.
De acordo com o MP, o trio responderá pelos crimes de duplo homicídio triplamente qualificado,  falsidade ideológica, estelionato, ocultação de cadáver e falsificação de documentos. A denúncia foi recebida integralmente pelo juiz José Carlos Vasconcelos Filho, da 1ª Vara Criminal do município do Agreste, na quinta-feira (10), que também decretou a preventiva dos réus.
O crime foi descoberto em abril deste ano, quando a polícia encontrou os corpos enterrados no quintal dos acusados, que formavam um triângulo amoroso. Um homem e uma mulher de 52 anos, que seriam casados, e uma jovem de 25, estão presos. Ainda segundo a polícia, uma das suspeitas afirmou que vendia salgados com a carne das vítimas na região.
Investigações
Segundo o promotor de Justiça, que teve acesso aos autos dos inquéritos que investigam as três mortes confirmadas até o momento, os depoimentos dos suspeitos dão conta de que mais seis mulheres teriam sido mortas em três cidades. A Polícia Civil não confirma a informação.
“Eles confessaram essas seis mortes à polícia. Analisando o material do inquérito, contei o nome de seis mulheres e alguns endereços em Olinda, Paulista e no Recife. Requeremos ao juiz que tirasse algumas peças daquele inquérito para encaminhar às delegacias de cada cidade. O DHPP [Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa] está começando a investigar, deve ter aberto inquéritos policiais para cada homicídio”, afirmou o promotor.
Três inquéritos apuram o caso: uma vítima confirmada na Paraíba, duas confirmadas em Garanhuns, e um inquérito em Olinda, onde a polícia havia encontrado apenas ossadas, até o momento não identificadas.
“Relatamos como eles agiam. Eles atraíam as vítimas, apenas mulheres, com promessa de emprego ou para falar de Deus. A primeira vítima, aqui em Garanhuns, foi atraída para pregar a palavra de Deus e quando estava na casa dos suspeitos conversando, o homem saiu de trás da residência e desferiu um golpe grande nela. Ele cortou o pescoço dela, levaram para o banheiro e esquartejaram. Eles também ingeriram a carne dela”, afirma o promotor sobre a denúncia.

Ainda conforme Vasconcelos, a segunda vítima foi atraída com promessa de emprego. O trio teria informado que fazia parte de uma seita, chamada Cartel, e que uma entidade os dizia qual pessoa tinham de matar, as consideradas impuras.

Já sobre a menina de cinco anos que teria presenciado os crimes, vivendo com os acusados, o promotor afirma que o caso ainda é investigado. “Eles teriam matado essa mulher que era pedinte [em Olinda] e ficado com a criança. A menina tem dois registros de nascimento falsos. O primeiro foi registrado na Paraíba, no Conde, com o nome do irmão do réu. Uma das suspeitas assumiu a identidade da vítima, tirou carteira de identidade, cartão de crédito, tudo”, diz o promotor.

Inimputáveis
O promotor avalia também que a tese de inimputabilidade deverá ser utilizada em um possível júri popular. “Isso significa que eles não podem ser responsabilizados por esses crimes por possível doença mental. É provável que o processo gire em torno dessa tese de que eles não teriam conhecimento da ilicitude do fato e não poderiam se determinar de acordo com esse entendimento. Vamos ver a postura que vai se adotar”, comentou. “Por outro lado, eles fizeram compras com o cartão de uma das vítimas, assinavam por ela. A gente se pergunta se eles realmente não tinham consciência do fato.”

Com relação à suspeita de que as carnes das vítimas seriam usadas para fazer salgados que seriam vendidos na cidade, o promotor diz que parece mais uma lenda. “Não tiro a possibilidade, mas também não tem como provar. No inquérito tem uma pergunta que foi feita ao homem: se eles utilizavam as carnes nas coxinhas. Ele disse que se elas [as suspeitas] fizeram isso não tinham autorização para tanto, elas sabiam que era para o consumo em casa. Eles tratavam isso como missão, como ritual. A gente não tem como provar, nos autos, especificamente, em termo de depoimento, eles não falaram nada. Se não me engano, uma das mulheres disse isso em uma entrevista”, finalizou.

Do G1 PE via policialbr.com

MP quer normalização da energia elétrica na Cadeia Pública de Natal

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Conforme apurado pela Promotoria, a falta de energia foi causada por problemas técnicos ocorridos na área interna da unidade prisional.

Por portalbo.com

*Fonte: MP/RN

A Cadeia Pública de Natal, Professor Raimundo Nonato Fernandes, localizada na avenida Itapetinga, Zona Norte, está sem energia elétrica há mais de 11 dias. Diante da situação a 17ª Promotoria de Justiça de Natal recomendou ao Secretário Estadual de Segurança Pública e Defesa Social e Secretário interino da Justiça e Cidadania, que no prazo de 48 horas adote as providências necessárias para a normalização da energia elétrica no prédio da Cadeia.

Conforme apurado pela Promotoria a falta de energia foi causada por problemas técnicos ocorridos na área interna da unidade prisional. A Recomendação alega que o restabelecimento da energia elétrica, principalmente pelo tempo já decorrido, é medida de máxima urgência, tendo em vista que a situação compromete as condições de dignidade da pessoa humana do preso, a segurança, a administração, a disciplina e o controle das condições de custódia dos detidos.

A Recomendação determina ainda que após restabelecida a energia elétrica da Cadeia, seja realizada uma completa inspeção interna em todas as dependências do prédio com o apoio de força policial, se necessário, a dim de identificar possíveis escavações ou deteriorações na área interna, bem como para efetuar possíveis apreensões de material proibido.

 

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