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Projeto trata Policial como bandido. Ajude a divulgar essa pouca vergonha

quinta-feira, 17 de abril de 2014 · 0 comentários


Querem acabar de vez com a Segurança Pública no Brasil

O PL 4471/2012 que extingue o auto de resistência fará explodir a violência no Brasil. Os policiais militares responderão por todos seus atos com prisão preventiva, mesmo em legítima defesa própria ou de outrem, fato que irá inibir sua atividade no combate ao crime.


Esta informação precisa ser divulgada a todos policiais do Brasil.





 
Esta informação precisa ser divulgada a todos policiais do Brasil.

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http://www.pec300.com/2014/04/projeto-trata-policial-como-bandido.html

Militares montam acampamento de protesto em frente à Governadoria

terça-feira, 8 de abril de 2014 · 0 comentários




Situação insustentável no Rio Grande do Norte. É grave o quadro de insegurança, quando até policiais civis e militares são vítimas constantes, com várias mortes registradas. E a mobilização da classe dos policiais civis e servidores do Itep para uma paralisação das atividades continua. O grito de ordem é por mais segurança.

Na final da manhã de ontem (7), policiais militares se reuniram em protesto em frente ao Midway Mall. Na manhã desta terça-feira (8), junto a bombeiros, seguiram em caminhada e carreata até o Centro Administrativo, onde estão montando acampamento, por tempo indeterminado, até que a governadora Rosalba Ciarlini tome providências urgentes e necessárias.

Ao portal, o cabo Jeoás, um dos organizadores do movimento, conclamou a população para se juntar ao grupo para fazer eco de cobrança à segurança pública. "Convidamos toda a sociedade a prestar apoio e participar conosco dessa mobilização por segurança pública, e convocamos todos os policiais e bombeiros a se fazerem presentes".
Enquanto os praças estão acampados no centro administrativo, representantes das associações formarão comissões para divulgar as ações nos batalhões e quartéis e estimular a categoria a aderir à luta.

Na próxima quinta-feira (10), está prevista uma reunião entre os presidentes das entidades e o secretário de Segurança Pública.



O portal Bzzz

MP quer apurar entrada gratuita de policiais em festas e eventos

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013 · 0 comentários




O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) expediu recomendação para que as autoridades apurem abuso de poder por parte de policiais civis, militares, agentes penitenciários e funcionários do ITEP/RN que, valendo-se da autoridade do cargo que a lei lhes confere, solicitam ou exigem a entrada gratuita em estabelecimento de diversão.

A recomendação visa garantir a legalidade e eficiência do trabalho policial, e se dirige ao Delegado-Geral de Polícia Civil, Secretário de Estado de Justiça e Cidadania, Diretor do Instituto Técnico de Polícia Civil do RN (ITEP), Coordenador do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP) e Presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – Seccional RN – ABRASEL/RN.

O Promotor de Justiça Leonardo Cartaxo Trigueiro, recomendou ao Delegado-Geral de Polícia Civil que expeça ato administrativo de caráter normativo a fim de implementar no âmbito da Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Norte, diretrizes sobre o porte de armas de fogo em locais de aglomeração de pessoas em virtude de evento de qualquer natureza.

Ao Secretário de Estado da Justiça e Cidadania que expeça ato administrativo advertindo os agentes penitenciários acerca da vedação do porte de arma de fogo, fora de serviço, conforme disciplina o § 1º, do art. 6º, da Lei Federal nº 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento), excetuando-se aqueles que possuem o porte particular de arma de fogo (art. 10, Lei nº 10.826/2003).

Ao diretor do ITEP que expeça ato administrativo advertindo os servidores do referido órgão das consequências administrativas, cíveis e criminais, daqueles que, valendo-se do cargo exercido, solicitam ou exigem entrada franca em estabelecimentos privados de diversão, sem estar de serviço.

Ao Coordenador do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP) que determine aos funcionários deste órgão que, constatada as situações narradas na presente recomendação, entre em contato com o Chefe da respectiva instituição ou quem o estiver representando, para que faça a condução do agente público à delegacia plantonista a fim de ser lavrado o procedimento pertinente.

Ao Presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes Seccional RN – ABRASEL que divulgue aos associados da referida instituição o teor da referida Recomendação, orientando-os a cerca dos procedimentos que devem ser adotados diante de situações de flagrante abuso de autoridade.

As autoridades a quem são dirigidas a recomendação devem, no prazo de dez dias, informar as providências adotadas, inclusive, se acatam ou não, a fim de que sejam adotadas as devidas providências.

Este é o BRASILLLLLL 'Policiais foram tratados como lixo no primeiro evento da Copa', relata repórter

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013 · 0 comentários

Imagem: Reprodução/Repórter Radiola

O site Repórter Radiola relatou condições depreciativas às quais foram submetidos policiais militares da Bahia no primeiro evento da Copa do Mundo FIFA 2014. Leia o relato abaixo:

Policiais Militares de diversas companhias de todo o Estado da Bahia foram convocados para dar apoio logístico e garantir a segurança dos muitos chefes de estado e personalidades que vieram para o sorteio da Copa do Mundo da FIFA na última sexta-feira (6) na Costa do Sauípe. Todavia, em contraste ao luxo e conforto do Governador do Estado, Jaques Wagner e dos figurões, estes guerreiros que se deslocaram de suas casas, ficaram ao ar livre, tendo que acomodar-se em papelões no chão, durante o frio daquela noite. Desprovidos de assistência, alimentos, água e até algum suporte, tiveram que suportar o desconforto. Nas imagens exclusivas conseguidas pelo Repórter Radiola, fica bem patente à forma com que os militares foram tratados no país da copa. Segundo um dos militares que conversou conosco o prometido era para que eles ficassem no DAL (Departamento de Apoio Logístico), porém, nada disso ocorreu. Nossa equipe não conseguiu falar com o Secretário de Segurança Pública.
Imagem: Radiola

Imagem: Radiola




Lígia Ferreira
Folha Política

Crescimento de atentados a PMs aponta desmoralização do Estado, diz soldado

quinta-feira, 28 de novembro de 2013 · 0 comentários

Por Saulo Castro Portal No Ar
Associação acusa governo de descaso (Saulo de Castro)

Desmoralização e desrespeito. Foram essas as palavras usadas pelo presidente da Associação dos Cabos e Soldados da PM-RN para se referir ao número de policiais vítimas de atentados. De acordo com o soldado Roberto Campos, do início deste ano até o momento, foram registrados 18 casos de militares vítimas de disparos de arma de fogo em todo o estado. O número representa um aumento de aproximadamente 54% em relação aos 12 meses de 2012.

Também neste ano de 2013, até este mês de novembro, também foram registrados seis casos de policiais militares assassinados. No ano passado inteiro, foram nove mortes. “Infelizmente, a violência contra policiais continua e parece que nada é feito de efetivo para reverter esse quadro. A categoria lamenta a falta de empenho nas investigações de casos de policiais que são vitimados”, ressalta.

Para o presidente da associação, essa realidade representa uma verdadeira falta de respeito com a categoria. Segundo ele, o estado se desmoraliza ao não conseguir preservar a integridade física daqueles que trabalham para garantir a segurança da sociedade. “O estado não está sendo capaz de preservar o próprio patrimônio, que é o homem”, disse.

Roberto Campos defende a falta de estrutura como causa para a desmotivação de muitos policiais militares, cujo número de pedidos de dispensa já chega a 80, somente este ano, frente a 40 do ano passado. Falta de melhores condições de trabalho, baixos salários, problemas com armamento, muitas vezes faltam munições e efetivo insuficiente são outros fatores determinantes para a situação de falta de segurança que a própria polícia enfrenta. “Somos

Sentimento de impunidade também entra na lista do presidente da ACS-PM como agravante para a situação. Segundo ele, o governo tem agido com descaso e não tem feito nada para coibir ações criminosas contra policiais. “Somente este ano seis policiais militares morreram vítimas de atentados”, reiterou Campos.

O soldado denuncia ainda dificuldades para a convocação de nos policiais e a realização de concurso público, o último foi realizado em 2005. Segundo ele, o RN conta, atualmente com nove mil Policiais Militares, entre PMs e praças, no entanto este número é considerado insuficiente. Para ele deveriam haver pelo menos cinco mil a mais, número ainda inferior ao que é previsto em lei, que é de 14 mil policiais.

Roberto Campos cita, inclusive, a necessidade de que sejam designados delegados especiais, nestes casos, tendo em vista que a violência contra policiais se trata de atentado direto contra a estrutura da segurança pública do Rio Grande do Norte.

ACS-PM lamenta aumento no número de policiais feridos em ação no RN

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PortalBO
Foto: Divulgação / ACS-PM

O soldado PM Alexandre Dionísio, baleado na manhã desta quarta-feira (27) ao tentar prender assaltantes próximo ao viaduto do Baldo, é mais um para as estatísticas de policiais militares feridos no Rio Grande do Norte. Neste ano de 2013, de acordo com levantamento da Associação dos Cabos e Soldados da PM-RN, já são 17 militares feridos vítimas de disparos de arma de fogo. O número representa aumento de aproximadamente 54% em relação aos 12 meses de 2012.

No ano passado, ainda de acordo com a ACS-PM, foram contabilizados 11 casos de policiais feridos. “Olhando caso a caso, a gente observa que existem muitos policiais que foram feridos ou mortos durante reação a algum assalto. Em alguns casos, inclusive, o policial nem mesmo estava de serviço, o que mostra o compromisso dos militares com a segurança pública”, comenta o soldado Roberto Campos, presidente da entidade.

Neste ano de 2013, até este mês de novembro, também foram registrados seis casos de policiais militares assassinados. No ano passado inteiro, foram nove mortes. “Infelizmente, a violência contra policiais continua e parece que nada é feito de efetivo para reverter esse quadro. A categoria lamenta a falta de empenho nas investigações de casos de policiais que são vitimados”, ressalta.

Roberto Campos cita, inclusive, a necessidade de que sejam designados delegados especiais, nestes casos, tendo em vista que a violência contra policiais se trata de atentado direto contra a estrutura da segurança pública do Rio Grande do Norte.

Ainda de acordo com Roberto Campos, os casos de policiais mortos e feridos em ação só reforçam a necessidade de valorização dessa classe. “Muitos morrem e ficam feridos na função ou em relação com a função que exerce. O militar trabalha com sua vida em risco constantemente e nada mais justo que isso seja reconhecido, como forma de valorização”.

O presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar lembra que, atualmente, os militares lutam, por exemplo, pela implantação da Lei de Promoção de Praças, que pelo menos amenizaria uma injustiça na classe. Atualmente, de acordo com ele, a maioria dos policiais entra na corporação soldado e se aposenta ainda como soldado.

*Fonte: Assessoria / ACS-PM

"Eles atiraram pra nos matar", diz PM vítima de atentado

quinta-feira, 21 de novembro de 2013 · 0 comentários

Por Sérgio Costa
Foto: Sérgio Costa / Portal BO
Marca de tiro no capacete de um dos PMs.

Dois policiais militares sofreram um atentado na RN 160, em São Gonçalo do Amarante, na tarde desta quarta-feira (20), e, segundo declarações de um deles, os bandidos sabiam que os dois eram militares e atiraram para matar.

O soldado Nidson Garcia Pinheiro, lotado no Pelotão de Touros, e o policial do Batalhão de Choque (BPChoque), Pedro Enilson de Araújo, estavam em uma motocicleta de folga, quando foram surpreendidos por um veículo de cor branca.

Os ocupantes atiraram diversas vezes contra os dois. O soldado Garcia foi atingido no pescoço e levado para o hospital. De acordo com a polícia, ele recebeu atendimento e passa bem.

Em entrevista ao Portal BO, o soldado Pedro Enilson declarou que, mesmo eles estando de folga e sem fardas, os bandidos sabiam que os dois eram policiais e atiraram para matar, embora ele não saiba dizer o motivo.

Na noite desta terça-feira (19), o soldado Ribeiro, também do Batalhão de Choque, já havia sido baleado em São Gonçalo do Amarante, durante uma tentativa de assalto, na qual ele teria reagido.

Policiais militares se sentem escravizados no trabalho, aponta pesquisa

sábado, 9 de novembro de 2013 · 0 comentários

Postado por V&C Artigos e Notícias 


Policiais que se consideram tratados como escravos ou prisioneiros, trabalhando sob constante pressão e a base de calmantes. É esse o cenário a que muitos PMs estão submetidos em seu dia a dia e que aparece retratado na tese de doutorado da socióloga e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da USP (Universidade de São Paulo) Viviane de Oliveira Cubas.

Para o trabalho, apresentado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), ela entrevistou 15 policiais e analisou as queixas registradas na Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo entre 2006 e 2011. Neste período, foram 1.716 denúncias feitas somente por policiais, sendo que 95,7% do total são reclamações de integrantes da Polícia Militar e apenas 4,1% da Polícia Civil.

A explicação para a diferença no número de queixas de seus integrantes pode estar no fato de uma corporação ser militarizada, e a outra não. “Os números mostram o quanto essa estrutura acaba propiciando relações bastante tensas entre os policiais”, explica Viviane.


O resultado da análise comprova o problema de tratamento que existe entre subordinados e chefes na Polícia Militar. Cerca de 80% das queixas tratam de “problemas nas relações de trabalho” e quase metade (39,5%) se refere apenas a assédio moral ou escalas de trabalho.


Nas denúncias de abuso, por exemplo, a maior parte é contra oficiais superiores hierarquicamente. “O que dá pra dizer é que todo superior, a partir do momento que tem um pouco mais de poder, abre brecha para exercer força sobre subordinados”, argumenta.

Os abusos

Dentre as queixas as quais a socióloga teve acesso, há uma, por exemplo, que relata as metas para prisões em flagrante estabelecidas por um comandante que, quando não cumpridas, resultavam na transferência de policiais ou em banhos com água fria e fardados. A denúncia informa ainda que quatro policiais contraíram pneumonia por conta do castigo. Em outra, um oficial relata que, como forma de punição, um major teria obrigado os policiais a pular em uma lagoa com barro e excrementos de animais.

Sobre as escalas, as reclamações normalmente são de sobrecarga nos horários de trabalho. Por várias vezes, os policiais enfatizam cansaço físico e mental após várias horas ininterruptas em serviço, o que aumenta as possibilidades de erros ou agressividade contra cidadãos.

Há denúncias em que policiais alertam para a possibilidade de colegas serem violentos com seus superiores. Em dois casos extremos, um policial teria disparado um tiro dentro de uma base da Polícia, devido ao excesso de trabalho, e, em outro, oficiais teriam presenciado um colega apontar a arma para a própria cabeça.

Muitas vezes, o estresse é provocado pelos próprios superiores. A pesquisadora cita uma denúncia na qual um major e um capitão tinham escalado a tropa para trabalhar na segurança das estações do metrô, entre 9h e 22h, sem meios de comunicação, sem autorização para almoçar, beber água ou ir ao banheiro, além de terem colocado um oficial para vigiar, com a possibilidade de puni-los caso desobedecessem às ordens.

Questões emocionais

Na fase em que entrevistou policiais, a pesquisadora abordou a questão dos desvios de conduta, como uso excessivo da força e corrupção. Apesar de os PMs condenarem veemente este tipo de comportamento, a maioria dos que aceitaram participar do estudo viu problemas emocionais - não de caráter ou treinamento.

“Eles entendem que neste tipo de situação o policial saiu do seu controle por questões emocionais. Isso foi um pouco surpresa para mim. Achei que eles tivessem outra percepção disso. Qual a estrutura que os policias recebem para manter o controle emocional? Isso não aparece na fala dos PMs. Parece que a instituição cumpre seu papel. Acho que eles não se dão conta disso”, opina Viviane.

A pesquisa não abordou como os abusos, a carga de trabalho e a infraestrutura influenciam na conduta do PMs durante o policiamento ostensivo, mas, na opinião da acadêmica, os números e os depoimentos podem ser sinais disso. “Isso é uma coisa que surgiu e que tenho vontade de estudar. O quanto esse modelo de tratamento, muitas vezes desumano, desigual e autoritário vai refletir do batalhão para fora? Se internamente eles trabalham numa ótica em que não são iguais, sempre alguém vai estar acima de alguém, como isso vai refletir depois na rua para a garantia de direitos de igualdade? Como desse jeito eles toleram quem questiona a atitude deles? Não é uma coisa que explorei, não estou afirmando, mas é muito provável que isso vá para fora dos batalhões”, conclui.

IG

Comissão aprova projeto que retira gastos com policiais de limite da LRF

terça-feira, 5 de novembro de 2013 · 0 comentários

TV Câmara

Cândido Vaccarezza: salários melhores levarão à contratação de melhorespoliciais.

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputadosaprovou na quarta-feira (30) proposta que retira os gastos com salários de policiais militares e civis do limite de despesas com pessoal imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/00).

A medida, prevista pelo Projeto de Lei Complementar 276/13, do deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), tem o objetivo de eliminar obstáculos para o aumento salarial das categorias, já que muitos estados estão perto do limite fixado e, dessa forma, não podem conceder reajustes aos policiais.

O relator, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), ressaltou que salários melhores levarão à contratação de melhores quadros para a corporação, o que resultará numa segurança pública de melhor qualidade. Por isso, ele defendeu a aprovação da proposta.

“A demanda na área de segurança pública é ainda mais intensa se levarmos em consideração que o Brasil irá sediar brevemente grandes eventos mundiais na área esportiva, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, exigindo ações adicionais na área de segurança publica”, ressaltou.

Tramitação
A proposta ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para ser aprovada, precisa do voto favorável de 257 deputados em Plenário.

 
Íntegra da proposta:
PLP-276/2013
Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Pierre Triboli

Projeto garante ao militar o direito à associação sindical e à greve

quinta-feira, 23 de maio de 2013 · 0 comentários


Pastor Eurico: o direito à sindicalização está na Declaração Universal dos Direitos do Homem.

A Câmara analisa a Proposta de Emenda à Constituição 186/12, do deputado Pastor Eurico (PSB-PE), que garante ao militar o direito de greve, de livre associação sindical e a outras formas de manifestação coletiva. Esses direitos serão definidos e limitados em lei específica.

Atualmente, a Constituição impede que o militar participe de qualquer movimento de sindicalização e greve. Por isso, é comum ver a associação das mulheres dos militares em busca dos direitos dos maridos.

O deputado argumenta que, ao negar o direito de greve e sindicalização, a Constituição nega aos militares a condição plena de cidadania. Ele explica ainda que o Brasil já ratificou convenções internacionais sobre direitos de organização e negociação coletiva com direitos aplicáveis às polícias e às Forças Armadas.

“A partir da ratificação dessas convenções, elas passaram a alcançar necessariamente, as Forças Armadas e as forças auxiliares do País, restando ao legislador apenas a alternativa de definir as normas que serão aplicadas de forma restritiva, mas nunca proibitiva”, justifica.



Conheça a história do direito de greve no Brasil



Tramitação

A admissibilidade da PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada, será constituída uma comissão especial para analisar o mérito da proposta, que depois seguirá para o Plenário, onde será votada em dois turnos.



Reportagem – Carol Siqueira

Edição – Natalia Doederlein


Abaixo a íntegra da Proposta:

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº , DE 2012

(Do Sr. Deputado PASTOR EURICO e outros)

Dá nova redação ao inciso IV do parágrafo

3º do art. 142 da Constituição Federal.



As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal,

nos termos do § 3º do art. 60 da Constituição Federal, promulgam a seguinte

emenda ao texto constitucional:

Art. 1º O inciso IV do parágrafo 3º do art. 142 da Constituição

Federal passa a vigorar com a seguinte redação:

IV – ao militar, nos termos e limites definidos em lei, são garantidos

o direito à livre associação sindical e o direito de greve e de outras

formas de manifestação coletiva; (NR)



Art. 2º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de

sua publicação.



JUSTIFICAÇÃO

Em que pese a aura democrática de que se reveste a

Constituição Federal de 88, esta criou uma espécie de cidadãos de segunda classe

ao não aplicar integralmente aos militares os direitos garantidos aos demais

servidores do Estado, inclusive por não permitir a eles o direito de greve e de

sindicalização, direitos humanos universais e inalienáveis. Negá-los a alguém, é

negar-lhe a plena condição de cidadania.

O direito à sindicalização está erigido, pela Declaração

Universal dos Direitos do Homem, como um dos direitos humanos fundamentais.

Negá-lo a quem quer que seja coloca o Estado como agressor aos direitos

humanos.2

A Convenção nº 98, sobre a Aplicação dos Princípios do

Direito de Organização e de Negociação Coletiva, de 01/07/1949, aprovada pelo

Decreto Legislativo nº 49, de 27 de agosto de 1952, e promulgada pelo Decreto nº

33.196, de 29 de junho de 1953, reza que “Os trabalhadores gozarão de adequada

proteção contra atos de discriminação com relação a seu emprego” e que “Essa

proteção aplicar-se-á especialmente a atos que visem” a “sujeitar o emprego de um

trabalhador à condição de que não se filie a um sindicato ou deixe de ser membro

de um sindicato” (art. 1º). Em seguida, diz que “A legislação nacional definirá a

medida em que se aplicarão às forças armadas e à polícia as garantias” nela

providas.

Portanto, o direito à sindicalização está, nos termos da

Convenção ratificada pelo Brasil, assegurado tantos aos militares das Forças

Armadas como aos da Forças Auxiliares.

Por sua vez, a Convenção nº 154, sobre o Incentivo à

Negociação Coletiva, de 19/06/1981, aprovada pelo Decreto Legislativo nº 22, de

12 de maio de 1992, e promulgada pelo Decreto nº 1.256, de 29/09/1994, diz do

“reconhecimento efetivo do direito de negociação coletiva“ e acresce que “A

legislação ou a prática nacionais poderão determinar até que ponto as garantias”

nela previstas “são aplicáveis às Forças Armadas e à Polícia” (art. 1º).

Diante do teor dos dispositivos expostos, o nosso

entendimento vai no sentido de que, a partir da ratificação dessas Convenções,

estas passaram a alcançar, necessariamente, as Forças Armadas e as Forças

Auxiliares do País, restando ao legislador pátrio apenas a alternativa de definir as

normas que serão aplicadas de forma restritiva, mas nunca proibitiva, porque esse

direito restou assegurado a partir da adesão e subseqüente ratificação do Brasil a

esses instrumentos do direito internacional.

Desse modo, não se pode entender restrição como negação,

e sim como uma concessão sujeita a regras que impõem determinados limites, até

por força de mandamento contido na Declaração Universal dos Direitos do Homem

(1948), da qual o Brasil é signatário (grifo nosso):

Todo homem tem direito a organizar sindicatos e a neles

ingressar para a proteção de seus interesses. (artigo 23, IV)

Diretamente associado ao direito à sindicalização, exsurge o

direito à greve, que, das manifestações coletivas contemporâneas, é, certamente, 3

um dos mais fortes instrumentos de pressão na luta por direitos inerentes ao ser

humano.

O direito à greve é uma conquista obtida na luta contra

arbitrariedades e outros desmandos cometidos pelos patrões, que poderá ser a

própria Administração Pública agindo como empregadora e em polo antagônico aos

seus servidores, na medida em que seus interesses nem sempre serão

convergentes.

A greve está inserida no direito de resistência, na categoria

dos direitos naturais inerentes ao ser humano, dos direitos fundamentais do

trabalhador, enquanto pessoa humana, dos direitos que dispensam normas para

serem exercidos, pois todo o homem tem o poder-dever de lutar pelos seus direitos,

de lutar pela melhoria das condições sociais.

Por isso a greve pode ser entendida como um instrumento da

Democracia a serviço da cidadania, enquanto reação pacífica e ordenada contra os

atos que desrespeitem a dignidade da pessoa humana.

Sindicalização e greve caminham juntas ao longo da história,

sendo difícil falar de uma sem alcançar a outra. Ambas indissociáveis da imagem do

trabalhador e da sua luta por melhores condições laborativas e de remuneração e,

quase sempre, com os seus interesses em pólo antagônico aos interesses do

patronato. Como ensina Júlio César do Prado Leite:

A greve é um direito fundamental que se arrima na Declaração dos

Direitos do Homem (…) Com efeito, o ato internacional em causa, de

modo explícito, cuida de assegurar condições justas e favoráveis de

trabalho. Para obtê-las ou confirmá-las todo trabalhador tem direito

a organizar sindicatos e neles ingressar para a proteção de seus

interesses. Não há greve sem sindicato. O sindicato tornar-se-ia

uma mera associação corporativa assistencial se não dispuser do

direito de fazer greve. (grifo nosso)

O Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos,

Sociais e Culturais, de 16/12/1966, aprovado pelo Decreto Legislativo nº 226, de

12 de dezembro de 1991, e promulgado pelo Decreto n° 591, de 6 de julho de 1992,

colocou o direito à greve de forma expressa (grifos nossos):

Artigo 8º4

1. Os Estados-Partes no presente Pacto comprometem-se a

garantir: (…)

d) O direito de greve, exercido em conformidade com as leis de

cada país.

2. O presente artigo não impedirá que se submeta a restrições

legais o exercício desses direitos pelos membros das forças

armadas, da polícia ou da administração pública.

Da leitura desses dispositivos do Pacto Internacional em

questão é possível depreender a greve como um direito fundamental inerente a

todos os homens, trabalhadores do setor privado ou do setor público, inclusive os

membros das forças armadas e policiais que, se podem e devem ser submetidos a

restrições legais quanto ao exercício desse direito, não podem tê-lo simplesmente

ignorado. O Pacto, ratificado pelo Brasil, não fala em negação do direito para os

militares e policiais, mas apenas em restrições, salvo se o legislador, agindo de

deliberada má-fé, pretender levar as restrições a tal monta que as fará eqüivaler à

negação pura e simples desse direito.

Hoje, aos integrantes das Forças Armadas – Marinha, Exército

e Aeronáutica, no âmbito federal – e das Forças Auxiliares – Polícias e Corpos de

Bombeiros Militares, no âmbito estadual, distrital e territorial –, todos sujeitos ao

princípio da hierarquia e da disciplina, é vedado, nos termos da Carta Magna em

vigor, por mais justos que sejam seus anseios e reivindicações, o exercício do direto

de greve porque esse é o mandamento taxativamente colocado (art. 142, § 3º, IV,

da CF/88), aplicável, por extensão, aos militares dos Estados, do Distrito Federal e

dos Territórios (art. 42, § 1.º, da CF/88:

Com isso, em plena vigência das regras da democracia, da

supre-macia dos direitos do homem, foi gerada uma categoria de cidadãos de

segunda clas-se, daqueles que não têm como expressar a insatisfação que

perpassa pelas fileiras castrenses, pois vedações de ordem constitucional, aliadas

ao princípio da hierarquia e da disciplina, têm servido para calar o

descontentamento que aflige os corações e mentes daqueles que sofrem, no seu

dia-a-dia, os rigores da atividade militar.

O chavão “hierarquia e disciplina” tem sido utilizado como

poderoso instrumento para que não haja diálogo e para que os subalternos não

sejam escutados. Tem sido utilizado para fazê-los calar o protesto que trazem

contido no peito. A Constituição Federal tem sido empregada para impedi-los de 5

usar o último argumento que resta ao homem probo, ao cidadão correto, seja civil

ou militar, quando mais nenhuma alternativa lhe resta para restabelecer ou

assegurar aquilo que lhe é negado de direito em termos de dignidade e direitos

humanos.

É histórico, no âmbito das Forças Armadas, a lengalenga de

que é necessário dar o exemplo, de sacrificar o militar em favor da Pátria – a qual

tudo se dá e nada se pede –, que a hierarquia e a disciplina devem ser mantidas a

todo o custo, que os militares devem manter-se disciplinados porque os

Comandantes estão preocupados e levando ao Ministro da Defesa e ao Chefe do

Poder Executivo as necessidades dos seus subordinados, que os Comandantes das

Forças e o Ministro da Defesa são os legítimos representantes, os porta-vozes dos

anseios dos seus subordinados.

Ora, sabidamente, isso não é verdade. A partir do momento

em que os Comandantes das Forças e o Ministro da Defesa são da livre escolha e

exoneração do Presidente da República, assim como as promoções dos oficiaisgenerais são também submetidas ao crivo do Chefe do Executivo, é evidente que

estes homens passam a representar este Poder perante os seus subordinados, e

não os seus subordinados perante o Poder Executivo, como se apregoa pelos

quartéis afora.

Os oficiais-generais são homens de confiança do Chefe do

Executivo e do Ministro da Defesa que, para alcançar esses postos, evidentemente,

fizeram concessões ao longo da carreira, e continuarão a fazê-las para nela

permanecerem. Insurgir-se contra as orientações e determinações brotadas do

Governo significaria a exoneração do cargo e o encerramento da carreira. Alguns

exemplos de passado recente bem demonstram isso. Assim, quem se arriscaria a

defender seus subordinados, contra determinações brotadas do Poder Executivo,

com essa espada de Dâmocles sob sua cabeça?

Os militares, na realidade, estão órfãos de quem

verdadeiramente possa representar os interesses das instituições militares e dos

seus integrantes porque não têm quem possa efetivamente falar em nome deles,

não dispõem de representação legal, nem de quem possa fazer lobby em favor

deles, nem possuem instrumentos legais que possam funcionar como mecanismos

de pressão.

Finalmente, tivessem os militares direito à sindicalização, à

greve e a outras formas de manifestação coletiva, poderiam ser efetivamente

escutados nos seus anseios.6

É preciso que se diga que a hierarquia e a disciplina, que

servem para a condução de homens nos campos de batalha e em operações

militares diversas, não servem para alimentar as famílias dos militares que estão

carentes em seus lares, pois o voto de sacrifício pela Pátria, até à custa da própria

vida, foi destes, e não das suas mulheres e filhos.

Diante de tudo o quanto foi exposto, entendemos que a

solução está em aprovar a Proposta de Emenda à Constituição ora apresentada

porque, não só permitiria o direito pátrio adequar-se aos tratados internacionais já

ratificados pelo Brasil, como também possibilitaria aos militares das Forças Armadas

e das Forças Auxiliares, hoje castrados em seus direitos de cidadãos, o pleno

exercício desses direitos.

Cabe observar que chegou a ser pensado em assegurar-se o

direito de greve aos militares desde que 30% do efetivo permanecesse em atividade

normal. Depois, nos pareceu de bom alvitre que dispositivo nesse sentido estará

melhor na lei que vier a ser editada, regulamentando o direito que se pretende ver,

agora, constitucionalmente estabelecido.

Na certeza de que os nossos nobres pares bem saberão

aquilatar a importância e o alcance político da presente proposição, aguardo

confiante pela sua aprovação.

Sala das Sessões, em de de 2012.

Deputado PASTOR EURICO

ACS-PM solicita delegado especial para investigar crimes contra PMs

terça-feira, 30 de abril de 2013 · 0 comentários

Portalbo
Foto: Divulgação / ACS

A diretoria da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar se reuniu, nesta segunda-feira (29), e decidiu tomar novas providências contra a violência registrada contra policiais militares e seus familiares, nas últimas semanas. A ACS-PM/RN vai solicitar junto à Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social que seja criada uma comissão especial para apurar assaltos, homicídios e atentados contra policiais.

O presidente da Associação, soldado Roberto Campos, informa que toda diretoria, incluindo os assessores jurídicos da entidade, entende que é preciso ações mais enérgicas no enfrentamento à criminalidade. “Recentemente, tivemos um caso emblemático, em que a casa de um PM foi invadida por assaltantes, a esposa dele foi agredida e vítima de terrorismo e, mesmo policiais militares tendo identificado e prendido os suspeitos, eles acabaram sendo liberados pela Polícia Civil”, comenta Roberto.

De acordo com ele, situações como essas não podem se repetir, pois cada vez mais passam sessão de impunidade para os bandidos e desmoralizam as polícias. “Além desse caso, tivemos vários atentados contra policiais neste ano e até mesmo homicídios. Então, não podemos ficar de braços cruzados”, completa o presidente da ACS.

Na reunião desta segunda-feira, a Associação decidiu que vai acionar órgãos como Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RN), bem como os Direitos Humanos, para realizar uma reunião com o secretário estadual de Segurança, Aldair da Rocha, e o comandante geral da Polícia Militar, coronel Araújo Silva.

“Nesta terça-feira (30), estamos enviando ofícios para essas entidades e esperamos que na próxima semana consigamos esse encontro de todos. Nosso objetivo é que a Sesed crie uma comissão especial ou designe um delegado para investigar a violência contra policiais”, disse o soldado Roberto Campos.

*Fonte: Assesoria / ACS-PM

Nove policiais militares são presos suspeitos de envolvimento com o tráfico em Manaus

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013 · 0 comentários


Os PMs foram presos após serem chamados para uma audiência no 27º Distrito Integrado de Polícia (DIP), nesta quinta-feira (28)
Na manhã desta quinta-feira (28), nove policiais militares foram presos em Manaus por envolvimento com o tráfico de drogas nas Zonas Norte e Leste da capital amazonense.
As prisões aconteceram depois que os PM’s foram chamados para uma audiência no 27º Distrito Integrado de Polícia (DIP), que realizou a investigação com os policiais civis do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM).
Estavam presentes na coletiva de imprensa realizada na delegacia, o delegado-geral Josué Rocha, o diretor do departamento Emerson Negreiros, o comandante da Polícia Militar do Amazonas, coronel Almir Davi e o o secretário executivo adjunto do Programa Ronda no Bairro, Tenente Coronel Amadeu Soares.
Foram presos o cabo Robson dos Santos, cabo Edson França, terceiro sargento Alcimar Moreira, terceiro sargento Vivaldo Vieira e os soldados Adrews Silva, Heidman Ricarte, Márcio Gonzales, Alan Terea e Wilmar do Carmo, todos lotados na 27ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom).Eles eram investigados há 7 meses em cumprimento de mandado de prisão expedido pelo juiz da 2ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecentes (Vecute), Carlos Jardim.
De acordo com o coordenador da investigação, o diretor do DPM Emerson Negreiros, os policiais agiam na proteção de traficantes das Zonas Nortes e Leste, negociavam a liberdade de presos antes de os levarem para a delegacia, vendiam os entorpecentes para traficantes de área vizinhas e informavam quando, onde e quais os alvos da polícia em operações nestas áreas.
"Algumas operações vigilantes realizadas no ano passado foram prejudicadas porque estes policiais informavam os traficantes que eram alvos da investigação", relatou Negreiros.
Punição
Segundo o comandante Almir David, os noves policiais militares serão levados ao Batalhão da Polícia Militar e vão responder um processo administrativo, além de serem expulsos da corporação pela má conduta. Ele ressaltou que a conduta dos mesmos vai contra os princípios pregados na instituição.
Os policiais também irão responder como civis por tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas, corrupção passiva e ativa. O caso foi registrado no 27º DIP.
Operação
Uma operação foi realizada ainda nesta manhã e cinco pessoas foram presas, quatro delas envolvidas com o tráfico de drogas  na Zona Centro-Sul da cidade e um motorista de uma quadrilha especializada em cometer homicídios.( Acritíca)

Deputado do Rio prende coronel dos bombeiros e denuncia espionagem

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Encontro de parlamentares do PSOL e do PR com grupo de policiais e bombeiros termina em confusão. Oficial do serviço reservado que filmava o encontro foi detido por seguranças do Legislativo.
Uma reunião entre bombeiros, policiais militares e deputados terminou em confusão no fim da tarde desta terça-feira, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Um grupo de cerca de 100 militares e suas famílias reunia-se com os deputados Marcelo Freixo e Janira Rocha, do PSOL, e com Geraldo Pudim e Clarissa Garotinho, do PR. Em pauta: a PEC 300, que estabelece patamares únicos de remuneração para policiais e bombeiros em todo o país, e a anistia dos líderes grevistas de 2012. A confusão começou quando, ao fim do encontro, Pudim e os militares foram para o Palácio Tiradentes, onde fica o plenário da Alerj. O parlamentar afirma ter visto que homens à paisana fotografavam o grupo, posicionados nas escadarias e ao redor do Palácio Tiradentes.
Pudim deu voz de prisão a um coronel dos Bombeiros identificado como Jorge Benedito. Ele seria, segundo o deputado, o líder do grupo que captava imagens. “Percebi uma movimentação estranha e identificamos 32 agentes da P2 e do B2 (serviços reservados da PM e dos Bombeiros). A Alerj estava cercada por Arapongas. Perguntei o motivo das fotos, mas o coronel só me disse que estava trabalhando. Dei voz de prisão”, disse Pudim. “Chamei a polícia. Eles serão levados para a 5ª DP)”, disse.
De acordo com Pudim, agentes do Corpo de Bombeiros e da Polícia estão sendo vistos na Alerj já cerca de uma semana. “Eles querem identificar os militares que denunciam os abusos que acontecem nos quartéis. E a assembleia não pode ser conivente com isso”.
O coronel e um subordinado estão detidos por seguranças da Alerj. Um tenente-coronel da PM foi à Assembleia para uma reunião na sala da presidência da Casa. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Corpo de Bombeiros negou que alguém da corporação tenha sido preso, e deu sua versão para o ocorrido: “Uma equipe de militares do serviço de inteligência estava do lado de fora da Alerj monitorando os acontecimentos, de modo a subsidiar estratégias que evitem manifestações radicais contra a instituição e contra a sociedade”. Também procurada pelo site de VEJA, a comunicação da Polícia Militar não se manifestou.
O líder da greve dos bombeiros no Rio de Janeiro, Benevenuto Daciolo, em 2011, integrava o grupo que foi à Alerj conversar com parlamentares. Daciolo foi expulso da corporação por ter organizado uma série de protestos no estado, entre eles a invasão ao Quartel General, e por ter sido acusado de incitar o movimento grevista de fevereiro de 2012. Na ocasião, o cabo foi flagrado em escutas telefônicas combinando a nacionalização do movimento da categoria com Marco Prisco, então líder da Associação dos Policiais, Bombeiros e dos seus Familiares da Bahia. Daciolo foi levado para a 5º DP(Centro).
Na semana passada, o site de VEJA mostrou que os Bombeiros espionam facebook e e-mails de militares para identificar e prender os que criticam a corporação. Na última segunda-feira, um grupo de 20 bombeiros foi preso por discutir pelo facebook e e-mails pessoais questões consideradas internas pelo Corpo de Bombeiros. (Veja).

Rita Lee é absolvida de acusação de desacato a PMs em Sergipe

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013 · 0 comentários


A cantora Rita Lee foi absolvida do processo por danos morais impetrado por 35 policiais militares de Sergipe em virtude da discussão em que a cantora se envolveu com alguns militares durante um show realizado  na Barra dos Coqueiros, na Grande Aracaju, em janeiro do ano passado .
A sentença foi proferida pelo juiz Alexandre Lins, do 7ª Juizado Especial Cível. Segundo ele, o agente público envolvido no evento não tem direito a ser compensado financeiramente pelo acontecido, pois deve estar peprarado para passar por esse tipo de situação.
Ainda de acordo com a sentença, o juiz não quis dizer com a decisão que exista o direito de ofender agentes públicos, sejam policiais, juízes ou parlamentares. Mesmo porque, o desacato é um crime e seu autor está sujeito à prisão. No entanto, apesar do ocorrido, os policiais envolvidos no evento não têm o direito de serem compensados financeiramente.
Segundo a sentença, na ocasião a cantora se reportou a um grupo de policiais e por isso não houve injúria pessoal, pois  a honra dos servidores não foi atingida, mas sim a imagem da polícia enquanto corporação  e do próprio Estado.
O presidente da Associação dos Militares de Sergipe, sargento Edgard Menezes falou sobre o resultado da sentença." Recebemos a notícia com surpresa. Vamos respeitar a decisão jucial, mas não concordamos e vamos recorrer até a última instância. Discordamos principalmente quanto ao que o juíz diz que o militar tem que lidar com os desabores num treço da sentença. A justiça não compreendeu a situação como um ato de descato, e ao nosso ver os policiais foram humilhados e atingidos na sua honra pessoal. Mas,  tiveram o controle psicólogico e não deram voz de prisão à cantora para não gerar uma situação de confusão com o púbico. Sem contar que ela fez apologia às drogas. Entendemos que essa decisão da justiça pode abrir precedentes para outros casos no futuro".
Rita Lee responde ainda a processos na área cível por danos morais, em que os militares pedem indenização de R$ 24 mil.
O advogado Edmilson Júnior, representante de cinco policiais militares, disse que por enquanto não vai se pronunciar sobre o caso, mas adiantou que vai entrar com recurso. Outros sete militares optaram por entrar com o processo contra a cantora na  justiça comum.
O caso já está na fase de análise do juiz para posteriormente divulgar a sentença. “Estou confiante que temos boas chances de a decisão ser favorável aos PMs”, disse o advogado Allan Almeida de Oliveira.
A cantora foi detida no dia 29 de janeiro do ano passado sob acusação de desacato a policiais que faziam a segurança do seu show, no Verão Sergipe, na Barra dos Coqueiros, na Grande Aracaju. Na ocasião, ela foi levada para a Delegacia Plantonista e liberada em seguida. (G1).

O reforço das Forças Especializadas

quarta-feira, 18 de abril de 2012 · 0 comentários


Por Andrey Ricardo, via Jornal De Fato


Os policiais militares estaduais têm sua função primordial no policiamento preventivo e na manutenção da ordem pública. Essa é a atribuição mais ampla dessa instituição, que é subdivida em inúmeros grupos, cada um com sua área de atuação e função específica. Os chamados grupos especiais ou especializados existem para dar suporte àquelas equipes comuns, do policiamento diário. No Rio Grande do Norte, existem aproximadamente 10 mil policiais militares e uma pequena parte é especializada.



As unidades especializadas podem ser identificadas pela própria população a partir de uma característica básica: o fardamento. No Rio Grande do Norte, os integrantes das equipes do policiamento ostensivo normal usam farda de cor cinza-escuro. Eles são chamados de radiopatrulha (RP) e são usados em situações de menor potencial ofensivo. As RPs atuam geralmente nos bairros, mediando conflitos entre vizinhos e nos bares, furto, consumo de entorpecentes e outros casos mais simples. Em termos proporcionais, eles representam a maior parcela do efetivo da corporação no RN.

Já os grupos especializados atuam de maneira completamente diferente. Há aqueles que são treinados para ações de extremo risco, como os integrantes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) – destacado no cinema com os sucessos Tropa de Elite I e II -, há outros que atuam no combate aos crimes ambientais, integrantes da Companhia de Policiamento Ambiental (CIPAM), outros que são acionados em casos que a agilidade é imprescindível, da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (ROCAM). Ao todo, o RN dispõe hoje de pelo menos seis grupos especiais.



O Bope e o Batalhão de Choque (BPCHOQUE) estão sediados na capital do Estado, mas podem ser deslocados para qualquer lugar, dependendo da necessidade. O Bope, como foi retratado nas telas do cinema, é a última escala da PM, composto por policiais especialmente treinados para situações que envolvam extremo risco. Já o Choque tem função diferente. Ele é usado geralmente na contenção de grandes multidões, como uma rebelião em presídio, uma passeata etc.. Dos seis grupos especiais que a PM do RN dispõe, esses dois são os únicos que não estão disponíveis para a PM de Mossoró.



A cidade conta hoje com equipes da Rocam e da Cipam, além da Cavalaria, que são os policiais montados em cavalos, e o Grupo Tático Operacional (GTO), que é empregado em situações de maior risco, a exemplo do Bope. Dentro da instituição, esses grupos são divididos entre forças de primeiro, segundo e terceiro esforços. O esforço significa justamente o nível em que eles serão empregados. As RPs, por exemplo, são de primeiro esforço. Unidades da Rocam e do Choque seriam de segundo, ou seja, um nível dois de risco. No terceiro esforço entram os policiais do Bope e do GTO.


via: Soldado Gláucia

 

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