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Governadores sob pressão: policiais planejam paralisação nacional na quarta-feira

segunda-feira, 19 de maio de 2014 · 0 comentários

Mobilização ocorre na esteira do fiasco da gestão pernambucana da crise na segurança pública. Categorias militares, civis e federais se unem para cobrar aumento salarial e melhores condições de trabalho

Para mergulhar um Estado na mais completa desordem, tudo o que a polícia tem a fazer é nada fazer – e os ladrões, traficantes, agitadores e saqueadores "profissionais" e de ocasião cuidarão do restante. As cenas de saques e vandalismo em Pernambuco, mergulhado numa crise de segurança pública após três dias de greve da PM e dos bombeiros, saltaram para o topo da pauta dos governadores, principalmente onde há cidades-sede da Copa do Mundo. Quem não acordou para o problema será despertado de forma estridente na próxima quarta-feira, quando está prevista uma paralisação nacional dos policiais, com convites às forças militares, civis e federais. O protesto, programado propositalmente para as vésperas da Copa, traz o risco de novas situações de tensão, com possíveis consequências nas urnas, a cinco meses das eleições de 5 de outubro.

É certo que o salário do policial no Brasil é baixíssimo. E também não há dúvida de que em qualquer movimento como o de agora há quem queira navegar nos ventos da convulsão social. O terceiro componente do problema é a forma desastrada como as negociações desse tipo têm sido conduzidas. Ex-secretário adjunto de Defesa Social de Minas Gerais e professor da PUC-MG, o sociólogo Luis Flavio Sapori avalia que governadores têm tratado reivindicações trabalhistas de policiais como afronta à autoridade. Em 2012, bombeiros, PMs e policiais civis rebelaram-se em vários Estados. A baderna maior se deu na Bahia, agravada pela postura vacilante do governo do petista de Jacques Wagner. Com militares de braços cruzados, Wagner deixou a situação correr, não estabeleceu um canal eficiente de negociação com os grevistas e custou a admitir que tinha perdido o controle da situação. Quando finalmente pediu ajuda da Força Nacional de Segurança (FNS), o prédio da Assembleia Legislativa da Bahia estava ocupado por grevistas, que entraram em choque com tropas do Exército, FNS e da PF.

A reputação do governador baiano ficou em frangalhos, mas a lição não surtiu efeito produtivo país afora. O governador pernambucano João Lyra Neto (PSB) recebeu do antecessor, Eduardo Campos, uma Polícia Militar em ponto de ebulição. Manteve a política de não negociar com grevistas, com a greve julgada ilegal. Os policiais ignoraram a decisão judicial, a cidade mergulhou no caos e quem pagou o pato foi a população. De quebra, enquanto as lojas de Recife eram saqueadas, a equipe da campanha publicou na internet uma foto de Campos com a mulher e o filho caçula viajando em um jatinho – a imagem foi retirada, mas o grito de guerra contra ele foi inevitável entre os grevistas.

Os policiais voltaram ao serviço nesta sexta-feira. A paz, não. Até que o policiamento se reorganize, a população está vulnerável, como esteve na madrugada e na manhã seguintes ao fim da greve, período em que houve assassinatos, assaltos e saques na Região Metropolitana de Recife. Os policiais, desgastados, acabaram ficando com o que já estava previamente negociado com o governo do Estado desde 2011: reajuste de 14,55% programado para junho, incorporação da gratificação por “risco operacional” também pelos militares da reserva e promessas de melhorias nas condições de promoção e de saúde no hospital da PM. “A sociedade pernambucana não pode pagar o prejuízo”, admitiu, na quinta-feira, um dos líderes da greve, o soldado Joel do Carmo.

“Há sempre interesses de partidos, de pessoas que aproveitam a liderança para ganhar projeção. Mas os governadores têm tratado essas greves com uma lógica de confronto. É o que Pernambuco fez agora. Mesmo em uma paralisação considerada ilegal, não se pode abrir mão de negociar. É fundamental criar canais de negociação. O corporativismo tomou conta desses movimentos. E os governadores pioraram a situação porque não tiveram capacidade de negociar”, afirma Sapori.

Pernambuco tem um histórico de greves de policiais desastrosamente conduzidas. Em julho de 1997, uma greve que durou doze dias deixou as ruas do Recife à mercê da criminalidade. O então governador, Miguel Arraes, solicitou apoio das Forças Armadas e foram enviados para o Estado 1.030 homens do Exército, com veículos blindados. No período da paralisação da polícia, houve setenta assassinatos, catorze postos policiais foram depredados, seis incendiados. Um soldado morreu com um tiro na cabeça, quando atuava em um assalto. Quatro anos depois, o Exército precisou voltar às ruas para socorrer os pernambucanos, no governo Jarbas Vasconcelos (PSDB). Os oficiais que haviam conduzido a primeira greve negociavam um adiamento da mobilização. Os praças, no entanto, cobravam aumento imediato do piso de 500 para 900 reais. Diante do impasse, os PMs marcharam, armados, até a Praça da República, onde fica a sede do governo. No dia mais tenso da mobilização, dois grupos de policiais militares se enfrentaram com tiros.

O pesquisador José Vicente Tavares, professor da UFRGS, dedicou-se a monitorar greves policiais desde a redemocratização. De tão recorrentes as demandas, acredita ele, greves desse tipo devem ser encaradas como uma crise estrutural da segurança pública. “O salário é a ponta do iceberg. Essas greves usam conjunturas favoráveis, como eleições ou Copa do Mundo, mas há uma crise institucional nas polícias”, afirma.

A repetição de movimentos grevistas nas forças de segurança favoreceu o surgimento de uma bancada de policiais nos Legislativos federal, estadual e municipal. Ao fim, esses movimentos serviram para impulsionar pretensões eleitorais. Mas, no poder, os sindicalistas-grevistas não contribuíram para amenizar os problemas que as paralisações de policiais causam nas ruas. “Greves policiais não são um problema deste ou daquele governo. Temos que encarar como uma questão social e política. Houve um incremento na presença de agentes das mais variadas corporações no Legislativo, mas as paralisações ainda ganham contornos dramáticos”, afirma Tavares.

Paralisação nacional – Segundo o presidente da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), Jânio Gandra, que lidera o movimento, o protesto de quarta-feira será feito para cobrar “melhorias na segurança pública”. “A população deve ser compreensiva com o movimento”, diz Gandra. Não será fácil obter aprovação popular se as cenas de Pernambuco se repetirem. E é evidente que a mobilização nacional, e o momento escolhido para a manifestação, tem mais relação com salários do que com combate ao crime.

No Rio de Janeiro, os policiais civis penduraram em frente à Chefia de Polícia um grande cartaz lembrando ao governador Luiz Fernando Pezão que “a decisão é dele”. Os agentes, que reivindicam a incorporação ao salário de uma gratificação de 850 reais, decidirão em assembleia na próxima quarta-feira, no Clube Municipal, na Tijuca, se haverá paralisação em todas as delegacias do Estado. De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (Sindpol), Francisco Chao, a incorporação da gratificação vem sendo discutida com o governo do estado desde o ano passado. Em abril, a categoria estabeleceu um prazo, que se esgotou na última quinta-feira, para que o governador Luiz Fernando Pezão apresentasse o projeto de incorporação na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O projeto, no entanto, não foi levado aos deputados. Segundo o Sindpol, o salário inicial bruto de um agente é de cerca de 4.500 reais, incluindo a gratificação Delegacia Legal. Com os descontos, o valor líquido cai para 3.500 reais. O ganho de um delegado no início da carreira, segundo planilha do Sindpol, é de 15.000 reais.

No Rio a arapuca está armada para Pezão, pré-candidato do PMDB ao governo: a Polícia Militar está pronta para, em caso de vitória dos colegas civis, deflagrar imediatamente um movimento reivindicatório. Ou seja: se Pezão não atender, complica-se com a Civil; se ceder, fica na mão dos militares.

PEC 300 – Na greve de 2012, como na de agora, a meta nunca alcançada pelos grevistas é a PEC 300 – que, em resumo, equipara os salários dos policiais de todo o país ao da PM do Distrito Federal, atualmente na casa dos 4.200 reais. Cada estado, é verdade, tem uma realidade econômica e um orçamento público próprios, com limitações e tamanhos diferentes. Acontece que, para surpresa – apenas – de quem não acompanha a novela desde o início, todos os Estados tiveram, há quatro anos, uma promessa de socorro para implantar a realidade salarial da capital. Fazer da PEC 300 uma realidade foi compromisso de campanha de Dilma Rousseff, pois, justamente pelas diferenças entre os estados, é necessário que a União complemente os salários nas unidades da federação mais estranguladas.

A PEC deixou de ser prioridade tão logo a presidente subiu a rampa do Planalto. Agora, quando está mais perto de descê-la do que em qualquer momento dos últimos quatro anos – como indicam as últimas pesquisas de intenção de voto – Dilma tem algumas contas a fazer. Uma, aritmética, diz respeito ao quanto custaria levar à frente a equiparação, comprometendo mais uma fatia do orçamento da União. A outra, estratégica e política, leva em consideração os efeitos dos levantes nos estados.

FONTE - VEJA.

Movimento independente de PMs anuncia paralisação em Pernambuco

terça-feira, 13 de maio de 2014 · 0 comentários


Em assembleia realizada na noite desta terça-feira (13), em frente ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco, no Recife, uma comissão independente de policiais e bombeiros militares decidiu cruzar os braços, após participar de reunião com o secretário da Casa Civil, Luciano Vasquez, e com o chefe da Casa Militar, coronel Mario Cavalcanti de Albuquerque. Não há consenso sobre o número de participantes da assembleia: os representantes do movimento afirmam que 6 mil PMs e bombeiros estavam no local, mas o Batalhão de Polícia de Trânsito informa que não passou de 2 mil o total de presentes.

O governo do estado não reconheceu a paralisação e informou que uma nova reunião com a categoria está marcada para esta quarta (14), com a presença do governador João Lyra Neto -- nesta terça, ele acompanhou a presidente Dilma Rousseff em visita às obras da transposição do Rio São Francisco, no Sertão do estado.

"Em nenhum momento, no recebimento da comissão foram colocados esses pontos, são pontos novos [sobre a paralisação]. Estamos analisando uma pauta extensa que foi dada no dia 25 de abril, envolvendo diversas secretarias, o governo irá tomar todas as providências para que esse clima de tranquilidade permaneça. O governador esteve ausente acompanhando a presidente da República e logo que chegar tomará conhecimento e começará as tratativas com os principais órgãos envolvidos", comentou o secretário Luciano Vasquez.

Em nota, a Secretaria da Casa Civil comunicou que os PMs terão reajuste de 14,55% no contracheque de junho. "Todos os pontos reivindicados pelas categorias e pactuados anteriormente estão sendo rigorosamente cumpridos pelo Governo do Estado. Para as novas reivindicações, foi criada uma comissão multissetorial, que envolve as secretarias estaduais de Administração, de Defesa Social, de Planejamento e Gestão e da Fazenda, e os comandos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros", detalha o documento.
Joel Maurino, soldado da PM e ligado à Associação de Cabos e Soldados, é um dos representantes do movimento independente. "No dia 25 de abril, fizemos uma manifestação, onde foi repassada para o governo a pauta de reivindicações e informado o perigo de possível greve. Durante esses 18 dias, não tivemos retorno. Hoje, a Casa Civil disse que sentaria até amanhã [quarta] com o governador, que daria uma resposta. Mas a categoria esperava que a gente já tivesse uma resposta, por isso decretamos greve", disse. Representantes da Associação de Praças, Policiais e Bombeiros Militares de Pernambuco também estavam no local.

A orientação da comissão independente é que seja mantido 30% do efetivo, que se referem aos serviços essenciais, como o funcionamento do Hospital da PM, as equipes dedicadas ao cuidado com as armas e o policiamento ostensivo para rebeliões e manifestações. Uma nova assembleia da categoria deve ser realizada nesta quarta-feira, após a definição do governo do estado sobre a situação. Procurada pelo G1, a assessoria da Polícia Militar de Pernambuco disse que não foi oficialmente comunicada sobre o movimento.
O reajuste de 14,55%, previsto para a folha de junho, já tinha sido assegurado em acordo firmado entre o governo e a categoria, em 2011. De lá para cá, percentuais gradativos de aumento foram incorporados aos salários dos PMs -- segundo a Casa Civil, já são 134% de reajuste real para a PM, desde 2007. Os representantes do movimento independente pleiteiam reajuste de 50% sobre o salário-base da categoria, a ser pago a partir de janeiro de 2015.

A Associação de Cabos e Soldados (ACS), à qual são filiados 10 mil policiais e bombeiros militares de Pernambuco, está sob intervenção desde o último mês de março, após uma chapa concorrente da atual direção ter questionado a legitimidade do resultado das últimas eleições da entidade. Segundo a ACS, o efetivo total da categoria, hoje, em Pernambuco, soma 20 mil PMs e 2 mil bombeiros militares.

Passeata pelo Centro

Na tarde desta terça, cerca de 500 PMs e bombeiros militares se concentraram para a passeata, na Praça do Derby. O BPTran estimou que 2 mil pessoas participaram da marcha, que seguiu pela Avenida Conde da Boa Vista, Rua da Aurora e Palácio do Campo das Princesas. A organização da caminhada afirmou que policiais de várias cidades, como Petrolina, Nazaré da Mata e Gravatá, participaram do ato.

Ao chegar ao palácio do governo, uma comissão formada por oito policiais foi recebida pelo secretário da Casa Civil, Luciano Vasquez, e pelo chefe da Casa Militar, coronel Mario Cavalcanti de Albuquerque.
No dia 25 de abril, cerca de 300 policiais e bombeiros militares participaram da primeira caminhada da categoria, que terminou com a entrega da pauta de reivindicações na sede da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), na Rua da Aurora.

A pauta de reivindicações da categoria traz 18 itens, entre eles a revisão nas escalas de serviços, no valor da gratificação de risco de vida e no Plano de Cargos e Carreiras; aumento do vale-alimentação; gratificação para motoristas; humanização do código disciplinar; auxílio de invalidez; gratificação para quem possui cursos superiores e qualquer pós-graduação; investimento em especialização profissional e bolsas de estudo, além da implantação do subsídio mais 40% de reajuste.

G1 via PEC300.com

MT: Mais de 1000 militares lotam AL e ameaçam parar na Copa; Reunião com Silval é 5ª

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19h02 - O deputado José Riva anunciou há pouco na tribuna da Assembleia Legislativa que está marcada para quinta-feira (15), 15 horas, a primeira reunião entre o governador Silval Barbosa e o militares. “Convocamos os representantes das Associações de militares e também os deputados para iniciarmos essa negociação sobre reestruturação salarial com o governo. Justificar que independente do resultado, todos os deputados esperavam justamente isso do governo, a abertura do diálogo”, disse.

18h26 - O presidente da Assof afirma que hoje situação é dos militares é de sacrifício pois é submetido a uma jornada de trabalho de praticamente o dobro dos outros servidores da Segurança Pública. “Por isso entendemos que essa reivindicação salarial é justa”, afirma.

18h19 - O deputado estadual José Riva (PSD) se comprometeu com os policiais militares e bombeiros a intermediar uma agenda entre o governador Silval Barbosa (PMDB) e eles. Mesmo com a negativa do governador com relação à proposta da categoria de reajuste salarial de 40%, os militares querem ter oportunidade de dialogar com o chefe do Executivo. “A Assembleia sempre abraçou o pleito da categoria e hoje não se comportou diferente”, disse ao final de reunião o presidente da Associação dos sargentos e subtenentes, Luciano Esteves Corrêa da Costa.

16h45 - Uma comissão de policiais militares e bombeiros conversa neste momento com o deputado José Riva (PSD), Walter Rabelo (PSD) e J. Barreto (PR). Os miliares pedem que os parlamentares interfiram na negociação com o governo.

16h15 - Mais de 1000 policiais chegaram à Assembleia Legislativa cantando o hino da Polícia Militar. Eles estão no local para falar com o deputado estadual José Riva (PSD) e pedir que o parlamentar interfira junto ao governo do Estado na negociação da reestruturação salarial.

Segundo o presidente da Assof, o pedido formulado ao Estado e de reajuste salarial de 40% e disso eles não abrem mão. A primeira parcela do reajuste seria em primeiro de julho, a segunda em dezembro deste ano, a terceira em maio de 2015 e quarta em outubro do ano que vem.

“O percentual de reajuste não é negociável, o que é negociável é forma de pagamento. Sempre entendemos o lado do Estado, mas agora não vamos voltar atrás”, afirma.



Cerca de 600 militares entre oficiais e praças, que estão de folga nesta terça-feira (13), saem neste momento do ginásio Verdinho, onde realizam assembleis geral das categorias de Policia e Bombeiros em carreata para o Centro Político Administrativo. A intenção é seguir em marcha até a Assembleia Legislativa e lotar as galerias da Casa durante sessão vespertina.

Segundo o major Wanderson Nunes de Siqueira, presidente da Associação dos Oficiais de Mato Grosso (Assof-MT), a informação é de que o comandante geral da PM, coronel Denardi, já recebeu resposta negativa do governo com relação à proposta apresentada pela categoria de reestruturação salarial.

Sem resposta do governo, policiais militares e bombeiros decidem nesta terça se entram em greve

Atualmente são ligados à Assof cerca de 1.100 oficiais e a Associação de Cabos e Soldados outros 5,6 mil militares. Em abril, tanto praças quanto oficiais protocolaram pedidos ao governo do Estado que perpassam por solicitações por melhores salários considerando as exigências para o ingresso nas carreiras, como nível superior. A progressão horizontal (garantias salariais considerando as qualificações de cada profissional).

Desde a semana passada a reportagem tenta contato em vão com Secretaria de Segurança Pública sobre o assunto. Os militares ameaçam entrar em greve durante a Copa do Mundo, que começa daqui a um mês. O artigo 142 da Constituição Federal, inciso 3, prevê que ‘ao militar são proibidas a sindicalização e a greve”.

FONTE - OLHAR DIRETO

Capitão Wagner alerta para paralisação geral de policiais militares no Brasil

domingo, 27 de abril de 2014 · 0 comentários

Ocupando a tribuna, na manhã desta quinta-feira, 24, o vereador Capitão Wagner (PR) criticou a prisão do vereador baiano do PSDB, Marco Prisco, e culpou o Partido dos Trabalhadores por estar “enclausurando o soldado que participou de um movimento reivindicatório”.

“O ministro Lewandowskil negou o pedido de liberdade ao vereador alegando que ele é um perigo para a segurança nacional, e há de se admirar que o governo da Bahia é do PT e ainda mais absurdo é que o Ministério Público Federal, está na eminência de conseguir bloquear as contas da associação dos policiais militares. E como vai conseguir pagar suas contas, as viagens para tentar soltar o vereador?, questiona o parlamentar.

O vereador do PR ainda alertou o Governo Federal para uma possível paralisação dos policiais militares no período da Copa do Mundo. Segundo Wagner, os policiais não aguentam mais tantas promessas sem serem cumpridas e com a prisão do vereador Prisco “acenderam uma fogueira de paralisação”.

PEC300.com

Policiais militares e bombeiros decidem suspender paralisação

terça-feira, 22 de abril de 2014 · 0 comentários

Categorias vão dar voto de confiança ao Governo do Estado que se comprometeu a enviar projeto da Lei de Promoção de Praças para Assembleia Legislativa.

Portalbo
Foto: Divulgação / ACS-PM

Os policiais militares e bombeiros do Rio Grande do Norte deliberaram pelo fim da paralisação deflagrada no início da manhã desta terça-feira (22). Após reunião com a cúpula da segurança pública, as categorias optaram por oferecer mais um voto de confiança ao Governo do Estado, que assumiu o compromisso de enviar o projeto da Lei de Promoção de Praças para a Assembleia Legislativa, no dia 30 deste mês de abril.

Com isso, os policiais e bombeiros militares realizaram uma assembleia geral extraordinária no acampamento montado em frente à Governadoria e votaram pela suspensão da greve. “Agora, vamos esperar que o Governo cumpra com sua palavra, tendo em vista que o próprio secretário de Segurança, Eliéser Girão Monteiro, assinou um termo de compromisso”, destaca o soldado Roberto Campos, presidente da Associação dos Cabos e Soldados da PM-RN.

A paralisação dos PMs e bombeiros teve início às 7h, reunindo praças e oficiais, bem como familiares dos militares, em frente ao prédio da Governadoria. A adesão aconteceu também pelo interior do Rio Grande do Norte. Além de se comprometer a enviar o projeto da Lei de Promoção de Praças, o Governo agendou uma reunião para o dia 5 de maio, quando os outros pontos da pauta de reivindicações deverão ser debatidos.

A pauta de reivindicações das duas categorias inclui: Lei de Promoção de Praças; Reajuste de 56,7% do subsídio e a inclusão da database ao texto da leu; Devido enquadramento dos níveis remuneratórios; Pagamento das férias; Integralização dos vencimentos dos que foram promovidos e ainda não recebem de acordo com a graduação; Revisão da lei e reajuste da Diária Operacional; Admissão de etapa alimentação com verba indenizatória; Revisão do estatuto da Polícia Militar (Carga horária); Substituição do RDPM por código de ética; Complementação dos efetivos de acordo com o previsto nas leis de fixação do efetivo e convocação dos 824 suplentes; Assistência à saúde psíquica do PM e do BM.

Com o retorno as atividades normais, o policiamento ostensivo será retomado de maneira integral nas ruas de Natal e todo o Estado, já na noite desta terça-feira. Ainda durante a reunião com a cúpula da segurança, ficou acordado que os policiais que participaram do movimento de hoje não receberão nenhum tipo de punição.

*Fonte: Assessoria / ACS-PM 

Com faixas em inglês, PMs afirmam que não terá policiamento na Copa

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Policiais militares do RN iniciaram paralisação nesta terça-feira (22).
Categoria está acampada no Centro Administrativo do Estado.

Do G1 RN

Com faixas em mãos, PMs do RN dizem que se não houver promoção dos praças não haverá policiamento na Copa (Foto: Sérgio Costa)

Com faixas em inglês, policiais militares do Rio Grande do Norte anunciaram que se não houver promoção dos praças, não haverá efetivo para garantir a segurança durante os jogos da Copa do Mundo em Natal. "Without promotion law, without military police in world cup", diz a faixa. Os policiais e Corpo de Bombeiros iniciaram uma paralisação nesta terça-feira (22) e estão acampados no Centro Administrativo do Estado desde o dia 8 deste mês.
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Além de melhorias estruturais, os militares exigem o envio da Lei de Promoções de Praças para a Assembleia Legislativa e os bombeiros ainda cobram a abertura de concurso público. Uma assembleia deve acontecer até o final da manhã desta terça-feira (22), quando será decidido pelo fim ou manutenção da paralisação.

Segundo o secretário estadual da Segurança Pública Eliéser Girão, o governo garantiu o envio da referida lei para a Assembleia Legislativa até o dia 1º de maio. O Projeto de Lei, ainda de acordo com o secretário, está em análise na Casa Civil e deve ser encaminhado para a Consultoria Geral do Estado ainda nesta terça, o que também deve acontecer com um projeto para majoração da diária operacional da PM, a autorização para concurso público do Corpo de Bombeiros e a Lei de Segurança e Combate a Incêndio e Pânico.
Policiais Militares do RN fazem protesto nesta terça (22) (Foto: Sérgio Costa)

'Terrorismo', diz secretário sobre boatos acerca da paralisação da PM

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PM e Corpo de Bombeiros iniciaram paralisação nesta terça (22) no RN.
Investigação vai apurar origem de mensagens que pregam insegurança.

Do G1 RN


O secretário da Segurança Pública e da Defesa Social do Rio Grande do Norte, Elieser Girão, diz que o Estado conta com efetivo suficiente para atender os serviços de segurança mesmo com a paralisação da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. Em entrevista à Inter TV Cabugi, ele também afirma que a população não precisa ficar preocupada com as mensagens que têm sido divulgadas nas redes sociais que alertam para arrastões e saques durante o movimento. “Isso não vai acontecer”, garante.
Secretário quer descobrir origem das mensagens
que circulam nas redes sociais
(Foto: Reprodução/G1)

Elieser Girão disse também que a Secretaria abriu procedimentos investigatórios para apurar a origem dos textos. Ele as classifica como mensagens terroristas. “Estamos com investigações abertas em função de mensagens, que eu classifico como sendo mensagens terroristas - pregando o terror na população, dizendo que vai haver quebra, saques, homicídios, por causa dessa paralisação”, ressaltou o secretário.

Com relação ao protesto da PM e Corpo de Bombeiros, Girão afirma que “o governo não aceita esse tipo de paralisação”, sob a alegação de que “não houve quebra nas negociações”. O secretário criticou a Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar. “A associação tem papel de associação e não de sindicato. Eles precisam entender isso. Não vou aceitar que pessoas levantem bandeiras políticas no meio da associação. Eles são profissionais que estão trabalhando e devem trabalhar”, pontuou.

Paralisação por tempo indeterminado

A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Norte iniciaram uma paralisação por tempo indeterminado na manhã desta terça-feira (22). As duas categorias estão acampadas no Centro Administrativo do Estado, em Natal, e decidiram permanecer no local até que o governo do estado garanta o cumprimento das reivindicações. Parte dos oficiais das duas corporações aderiu ao movimento.
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Além de melhorias estruturais, os militares exigem o envio da Lei de Promoções de Praças para a Assembleia Legislativa e os bombeiros ainda cobram a abertura de concurso público. Uma assembleia deve acontecer até o final da manhã, quando será decidido pelo fim ou manutenção da paralisação.

Segundo o secretário estadual da Segurança Pública Eliéser Girão, o governo garantiu o envio da referida lei para a Assembleia Legislativa até o dia 1º de maio. O Projeto de Lei, ainda de acordo com o secretário, está em análise na Casa Civil e deve ser encaminhado para a Consultoria Geral do Estado ainda nesta terça, o que também deve acontecer com um projeto para majoração da diária operacional da PM, a autorização para concurso público do Corpo de Bombeiros e a Lei de Segurança e Combate a Incêndio e Pânico.
Policiais Militares do RN iniciaram paralisação nesta terça (22) (Foto: Sérgio Costa)

Paralisação de PMs e bombeiros tem adesão de 90%, diz associação

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Categoria pede melhorias nas condições de trabalho no RN.
Secretaria de Segurança não soube informar sobre adesão de servidores.

Rafael BarbosaDo G1 RN
PMs e bombeiros seguem ocupando Centro Administrativo do RN (Foto: Arthur Barbalho/G1)

A paralisação dos policiais e bombeiros militares do RN tem adesão de 90% da categoria, segundo confirmou nesta terça-feira (22) Eliabe Marques, presidente da Associação dos Sargentos e Suboficiais da PM. O G1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança para saber sobre o levantamento da pasta acerca da adesão, mas a assessoria de imprensa pediu para que a reportagem contatasse os comandos das duas corporações. Nenhum dos comandantes atendeu aos telefonemas.

Representantes dos manifestantes e do Estado se reúnem nesta manhã na sede da Procuradoria Geral do Estado, em Petrópolis, zona Leste da capital, para tentar chegar a um acordo (veja vídeo ao lado).

As duas categorias estão acampadas no Centro Administrativo do Estado, em Natal, e decidiram permanecer no local até que o governo do estado garanta o cumprimento das reivindicações. Parte dos oficiais das duas corporações aderiu ao movimento.
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Além de melhorias estruturais, os militares exigem o envio da Lei de Promoções de Praças para a Assembleia Legislativa e os bombeiros ainda cobram a abertura de concurso público.

De acordo com o procurador geral do Estado, Miguel Josino, os servidores que se recusarem a trabalhar, aderindo à paralisação proposta pela categoria, podem ser presos. De acordo com Josino, os que estiverem de serviço e se recusarem a trabalhar serão submetidos ao regulamento disciplinar das corporações. “O regulamento prevê a perda de salário, prisão e até submissão à perda do cargo”, detalhou o procurador. Entretanto, não há registro de prisões.

Josino diz ainda que a Procuradoria Geral está constantemente em contato com a Secretaria de Segurança Nacional. Isto para informar sobre o que está acontecendo nas movimentações no Rio Grande do Norte e tirar dúvidas a respeito dos procedimentos a serem adotados pelo Estado. “Falamos com eles de hora em hora. As medidas a serem tomadas são essas mesmo. O ministro da Justiça (José Eduardo Cardoso), inclusive, disse que desta vez não haverá anistia para os punidos”, corroborou.

Governo do Estado tenta acordo para evitar greve da PM e Bombeiros

segunda-feira, 21 de abril de 2014 · 0 comentários

tribuna do norte

O Governo do Estado terá reunião hoje (21) com policiais militares e membros do Corpo do Bombeiros para tratar sobre as reivindicações das categorias, que ameaçam suspender os serviço a partir de amanhã (22). Caso não tenha acordo, o procurador-geral do Estado, Miguel Josino, afirmou que acionará imediatamente a Justiça para solicitar a manutenção das atividades.

Acampados no Centro Administrativo desde a semana passada, os policiais militares querem, entre outras coisas, a aprovação da Lei de Promoção dos Praças, reajuste salarial de 56,8% e implementação da lei que trata sobre a remuneração por níveis, que está aprovada e ainda não é aplicada. Já os bombeiros cobram a realização de concurso público para ampliar os quadros da corporação.

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No fim de semana, o Governo do Estado afirmou que encaminhará a lei de promoções de praças e garantiu também a convocação de mais policiais civis e realização de concurso público para o Corpo de Bombeiros. No entanto, a categoria cobra a discussão sobre os outros pleitos e também garantias de que as promessas serão cumpridas.

De acordo com Miguel Josino, a peça judicial para solicitar a continuidade dos serviços da PM e Corpo de Bombeiros já está pronta, mas ele acredita que haverá acordo. "Vamos negociar e tentar chegar a um consenso", disse.

Efeito

Caso não haja acordo entre as categorias e o Governo, outras categorias também ameaçam iniciar uma paralisação. É o caso dos rodoviários. Temendo a atual situação de insegurança nos transportes públicos, os profissionais garantem que, caso ocorra a paralisação da PM, vão se reunir para discutir também a possibilidade de paralisação.

PF do RN usa mula para dizer que só prende pequenos traficantes

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014 · 0 comentários

Do G1 RN
Agentes da PF usaram uma mula em protesto na manhã desta terça em Natal (Foto: Cedida/Sinpef-RN)

Policiais Federais que atuam no Rio Grande do Norte aderiram à paralisação nacional de 48 horas e também suspenderam as ações de investigação no estado. Nesta terça (25) e quarta-feira (26), segundo o Sindicato dos Policiais e Escrivães Federais do RN (Sinpef), apenas os serviços de atendimento à população funcionarão. Os policiais reivindicam reestruturação da carreira em vários estados .

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Apesar destes dois dias de paralisação, a PF garante que há efetivo para atender aos serviços de emissão de passaporte e declarações de nada consta.

Na manhã desta terça, foi realizada uma manifestação irreverente em frente à sede do órgão, no bairro de Lagoa Nova, na zona Sul deNatal. Cerca de 100 agentes usaram uma mula para chamar a atenção. “Foi a maneira que encontramos para dizer que estamos sem estrutura. Por isso não conseguimos mais prender grandes traficantes. Os investimentos para as grandes operações acabaram. Quando há denúncias, ainda conseguimos prender as chamadas 'mulas', que são os considerados pequenos atravessadores de drogas”, afirmou José Aquino, presidente do Sinpef. 

“Para se ter uma ideia do quanto estamos fragilizados, de 2010 para 2013, por exemplo, tivemos uma queda de 75% no número de indiciamentos por tráfico de drogas”, acrescentou Aquino.

Para esta quarta-feira, o Sinpef promete nova manifestação. “Vamos enxugar gelo, literalmente”, avisou. “Vamos levar duas pedras grandes de gelo para a frente da superintendência e vamos ficar lá, enxugando”, ironizou o sindicalista.

Detentos do Presídio Provisório estão fora das celas há cinco dias

quarta-feira, 2 de maio de 2012 · 0 comentários


Agentes penitenciários e policiais da guarda se negam a entrar por questão de segurança.

Por Sérgio Costa do portalbo.com

Uma realidade antiga, preocupante e que chegou ao limite. A Casa de Detenção de Natal, mais conhecida por Presídio Provisório Raimundo Nonato, está hoje sem qualquer controle e os presos resolveram mandar no local. Com cerca de 400 detentos divididos em duas alas e 20 celas, a unidade prisional vive momentos de tensão e a iminência real de fugas.

Após uma paralisação dos agentes penitenciários realizada na semana passada, os presos revoltados com a proibição da entrada de alimentos trazidos pelos familiares, resolveram promover um verdadeiro quebra-quebra no interior do presídio.

As grades, cadeados e paredes foram destruídos em uma ação que durou apenas algumas horas. Todos os presos que normalmente permaneciam nas celas durante a maior parte do tempo agora estão soltos e usando todas as dependências do presídio.

De acordo com Moisés de Brito, diretor do Sindasp-RN, o clima é de total insegurança. São apenas sete agentes penitenciários, a maioria desarmada, e nove policiais militares para garantirem a ordem e evitar que os presos fujam. “Não há condições nenhuma de entrarmos. Seria um risco muito alto para qualquer um de nós. A nossa preocupação é de os presos estarem usando o tempo sem revista para cava túneis”, informou.

Ainda segundo Moisés, devido ao pequeno número de agentes fica quase impossível impedir a entrada de produtos como: drogas e celulares. Muitos dos detentos são flagrados fazendo o uso das duas coisas. Na noite de ontem, policiais do Batalhão de Choque estiveram na unidade com a finalidade de fazer uma varredura na parte externa do presídio na tentativa de abortar qualquer ação de fuga, mas nada foi encontrado.

 

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