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PCC tem 242 integrantes no Rio Grande do Norte, aponta Estadão

segunda-feira, 14 de outubro de 2013 · 0 comentários

Jornal publicou organograma mostrando RN como 2º estado do Nordeste com mais membros da facção.


Por Thyago Macedo
Foto: Thyago Macedo / Portal BO

O Rio Grande do Norte é um dos estados brasileiros com mais representação no Primeiro Comando da Capital, principal facção criminosa do Brasil. De acordo com reportagem do Jornal Estadão, baseada em informações do Ministério Público de São Paulo, 242 pessoas do RN são integrantes do PCC.

Desse total, 181 são pessoas presas e outras 61 homens ou mulheres que estão soltos. O número coloca o Rio Grande do Norte como o segundo estadodo Nordeste com mais integrantes no PCC, perdendo somente para a Bahia, que tem 250.

O levantamento feito Estadão leva em conta dados doMinistério Público e da própria contabilidade do PCC. No organograma, o RN também aparece como o sexto estado com maior quantidade de membros no PCC. Os principais são São Paulo (7.800), onde o Primeiro Comando foi fundado, Paraná (626), Mato Grosso do Sul (558), Minas Gerais (252), Bahia (250) e Santa Catarina (243).

O Primeiro Comando da Capital é considerada a maior facção criminosa, tendo um estrutura bastante definida, com divisão de lideranças e atribuições. O PCC é comandado pelo seu fundador, Marco Camacho, mais conhecido como Marcola. Na facção, ele é chamado de Sintonia Fina Geral.
Reprodução / Estadão.com.br




PCC no RN
Em 2011, o Portal BO já havia publicado uma série de matérias sobre a possível atuação do PCC no Rio Grande do Norte. Na época, documentos apreendidos em Alcaçuz e outras unidades indicavam que a facção tinha pelo menos 80 integrantes no Estado, muito embora, a Secretaria Estadual de Segurança Pública não reconhece a atuação do PCC em solo potiguar.

Diretora de Alcaçuz tem casa incendiada e pichada com sigla PCC

terça-feira, 21 de maio de 2013 · 0 comentários

Por Sérgio Costa Portal BO
Foto: Daniel Morais /

A casa da diretora da penitenciária Estadual de Alcaçuz, Dinorá Simas, na praia de Santa Rita, foi alvo de criminosos, na madrugada desta terça-feira (21). Bandidos incendiaram parte da frente da casa e ainda picharam uma parede com a sigla PCC.

Dinorá, em conversa com Portal BO, confirmou o atendado, mas destacou que não acredita que isso tenha partido de algum detento de Alcaçuz. "Atualmente, tenho uma boa relação dentro da penitenciária e acredito que esteja fazendo um trabalho social bacana", comentou.

Ela informou ainda que a casa de praia dela está em processo de venda para um policial civil e que, no momento do atentado, ninguém estava no local. Porém, um caseiro de uma casa em frente viu o fogo e conseguiu apagar as chamas.




Apesar do susto, Dinorá conta que está tranquila e não teme que possa sofrer algum outro tipo de atentado. Ela afirmou ainda que vai continuar trabalhando normalmente na penitenciária de Alcaçuz.



Dinorá informou ainda que vai procurar a Polícia Civil para registrar queixa e que o Instituto Técnico-Científico de Polícia foi acionado para realizar uma perícia no local.

PCC cria bolsa arma

quarta-feira, 28 de novembro de 2012 · 0 comentários

Facção criminosa oferece empréstimo de arsenal e crédito de até R $ 5 mil a presos que voltam às ruas.

Detalhes da criação de um “banco de apoio dos irmão (sic )” , com direito a “auxílio bélico ” e ajuda financeira para “necessidades emergenciais” a ex- detentos da maior facção criminosa brasileira, nascida nos presídios paulistas, constam de arquivos da organização apreendidos pela Polícia Civil durante a crise de segurança em São Paulo. Em sete páginas, o comando descreve o papel do banco e como integrantes do grupo que estiverem nas ruas até seis meses depois de sair de prisão poderiam obter armas e um crédito de até R $ 5 mil .

Para a polícia , o documento é uma das evidências da complexidade e do grau de organização da facção, que já se expandiu para 21 estados, além do Distrito Federal , conforme relatório reservado da Secretaria Nacional de Segurança Pública.

Os documentos trazem detalhes da contabilidade de setores do grupo que estão fora dos presídios. Há registro em planilhas de despesas como chips de telefonia móvel, aluguel de ônibus e vans para a visita de parentes de detentos às unidades prisionais, gasolina , venda de cocaína, maconha, crack e até equipamentos como computadores e celulares.

“O crime fortalece o crime, é dando que se recebe ”, diz o documento que detalha o funcionamento do “banco de apoio”, citando como principal objetivo da iniciativa

“fortalecer aqueles irmãos que estão totalmente descabelados saindo da prisão” .

DIÁRIO DE S . PAULO

Vida de policial militar vale 850 reais

quinta-feira, 8 de novembro de 2012 · 0 comentários

Bandidos em dívida com a facção criminosa PCC têm sido escolhidos para executar policiais militares em São Paulo como forma de pagamento. Segundo o promotor Marcelo Alexandre de Oliveira, do Gaeco (Grupo Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Guarulhos, não só as “mensalidades” que a facção exige são levadas em conta. “Se perdem armas ou drogas, entram na dívida.”

Uma gravação feita com autorização judicial flagra um bandido lendo as normas do crime organizado (salve-geral) para o interlocutor. Ele cita um aumento na mensalidade do crime de R$ 600 para R$ 850 e também exige que dois policiais sejam mortos para cada assassinato de um de seus “irmãos”, como são conhecidos os parceiros do crime organizado. “Se os bandidos não pagarem a mensalidade, também  são eleitos para matar policiais para não serem executados”, disse Oliveira.

Das 18h de domingo até as 6h de segunda-feira, 13 pessoas foram assassinadas na Grande São Paulo. Neste ano, 90 policiais militares foram mortos, 40 deles com características de execução.

O deputado Major Sérgio Olímpio Gomes disse que São Paulo vive uma guerra urbana. “Está claro que há uma queda de braço. É iminente a ocorrência de caixa 2 (policiais fazendo justiça com as próprias mãos).” Nesta segunda, um policial militar ficou ferido em um ataque e um agente penitenciário foi executado. O promotor Olivieira citou um exemplo de como age a facção PCC.

“O diretor do CDP de Mauá, Wellington Segura, considerado linha-dura pelos detentos, foi executado em 2007. “Os autores do crime foram os mesmos que, anteriormente, tentaram assaltar um policial e se deram mal. A polícia apreendeu um fuzil e, pela perda, eles foram escolhidos para matar o diretor.”

Fonte: Jornal Bom Dia via ASPRA

 

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