Diretora de Alcaçuz tem casa incendiada e pichada com sigla PCC
PCC cria bolsa arma
Facção criminosa oferece empréstimo de arsenal e crédito de até R $ 5 mil a presos que voltam às ruas.
Detalhes da criação de um “banco de apoio dos irmão (sic )” , com direito a “auxílio bélico ” e ajuda financeira para “necessidades emergenciais” a ex- detentos da maior facção criminosa brasileira, nascida nos presídios paulistas, constam de arquivos da organização apreendidos pela Polícia Civil durante a crise de segurança em São Paulo. Em sete páginas, o comando descreve o papel do banco e como integrantes do grupo que estiverem nas ruas até seis meses depois de sair de prisão poderiam obter armas e um crédito de até R $ 5 mil .
Para a polícia , o documento é uma das evidências da complexidade e do grau de organização da facção, que já se expandiu para 21 estados, além do Distrito Federal , conforme relatório reservado da Secretaria Nacional de Segurança Pública.
Os documentos trazem detalhes da contabilidade de setores do grupo que estão fora dos presídios. Há registro em planilhas de despesas como chips de telefonia móvel, aluguel de ônibus e vans para a visita de parentes de detentos às unidades prisionais, gasolina , venda de cocaína, maconha, crack e até equipamentos como computadores e celulares.
“O crime fortalece o crime, é dando que se recebe ”, diz o documento que detalha o funcionamento do “banco de apoio”, citando como principal objetivo da iniciativa
“fortalecer aqueles irmãos que estão totalmente descabelados saindo da prisão” .
DIÁRIO DE S . PAULO
Vida de policial militar vale 850 reais
Bandidos em dívida com a facção criminosa PCC têm sido escolhidos para executar policiais militares em São Paulo como forma de pagamento. Segundo o promotor Marcelo Alexandre de Oliveira, do Gaeco (Grupo Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Guarulhos, não só as “mensalidades” que a facção exige são levadas em conta. “Se perdem armas ou drogas, entram na dívida.”
Uma gravação feita com autorização judicial flagra um bandido lendo as normas do crime organizado (salve-geral) para o interlocutor. Ele cita um aumento na mensalidade do crime de R$ 600 para R$ 850 e também exige que dois policiais sejam mortos para cada assassinato de um de seus “irmãos”, como são conhecidos os parceiros do crime organizado. “Se os bandidos não pagarem a mensalidade, também são eleitos para matar policiais para não serem executados”, disse Oliveira.
Das 18h de domingo até as 6h de segunda-feira, 13 pessoas foram assassinadas na Grande São Paulo. Neste ano, 90 policiais militares foram mortos, 40 deles com características de execução.
O deputado Major Sérgio Olímpio Gomes disse que São Paulo vive uma guerra urbana. “Está claro que há uma queda de braço. É iminente a ocorrência de caixa 2 (policiais fazendo justiça com as próprias mãos).” Nesta segunda, um policial militar ficou ferido em um ataque e um agente penitenciário foi executado. O promotor Olivieira citou um exemplo de como age a facção PCC.
“O diretor do CDP de Mauá, Wellington Segura, considerado linha-dura pelos detentos, foi executado em 2007. “Os autores do crime foram os mesmos que, anteriormente, tentaram assaltar um policial e se deram mal. A polícia apreendeu um fuzil e, pela perda, eles foram escolhidos para matar o diretor.”
Fonte: Jornal Bom Dia via ASPRA