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Cerca de 38 torcedores do ABC são presos no entorno da Arena das Dunas

sábado, 3 de maio de 2014 · 0 comentários

Tribuna do Norte

Em torno de 38 torcedores do ABC foram detidos na tarde deste sábado (3) nas proximidades da Arena das Dunas, na zona Leste de Natal, após incitarem carros da Polícia Rodoviária Federal a pedradas. Ninguém ficou ferido. De acordo com informações do delegado Roberto Andrade, titular da delegacia de Polícia Civil que atende as ocorrências no estádio, a torcida arremessou pedras contra as viaturas , que não chegou a ser atingida. "Como eles estavam incitando a violência, tiveram que ser detidos", afirma o delegado. 

Nadjara Martins/celularTorcedores foram presos no entorno da Arena das Dunas, em Natal.
Segundo o delegado, os presos serão ouvidos e será feita uma triagem para descobrir quem responde por algum crime. O delegado também afirma que eles irão responder por incitação à violência, resistência a prisão, atentado aos policiais federais e perturbação da paz. Um dos torcedores já respondia por recepção de carga roubada e cumpria pena em regime semi-aberto. 

Segundo o delegado, os detidos foram encaminhados para 5º Distrito Policial, no bairro de Candelária, na Zona Leste de Natal. 

Nadjara Martins/celularDe acordo com informações do delegado Roberto Andrade, a torcida arremessou pedras contra as viaturas , que não chegou a ser atingida
Mais prisões

Cerca de 12 pessoas da torcida do América foram presas por incitar violência contra uma vítima, que fugiu do local. A informação é do delegado Roberto Andrade. "Eles estão dentro da delegacia da Arena das Dunas e ficarão detidos até o final do jogo. Estamos analisando a situação, pode ser que eles sejam presos mesmo se não encontrarmos a vítima", explica Roberto Andrade. 

Nadjara Martins/celular12 pessoas da torcida do América foram presas por incitar violência contra uma vítima, que fugiu do local


Jovem envolvido com torcidas é executado e namorada baleada de raspão

quarta-feira, 23 de outubro de 2013 · 0 comentários

Por Sérgio Costa
Fotos: Sérgio Costa / Portal BO

O jovem Fagner Buenos de Lima Freira, de 25 anos, foi executado com três tiros na cabeça, na rua Maria Amélia Machado, em Emaús, Parnairim, na noite desta terça-feira (22). Ele estava pilotando uma motocicleta acompanhado da namorada, quando bandidos se aproximaram e atiraram várias vezes.

Os criminosos estavam em uma Ranger branca. A namorada foi baleada no rosto e levada para o hospital Deoclécio Marques, mas não correr risco de morte. Um morador presenciou o crime e encontrou uma pistola calibre 380 próximo ao corpo da vítima. Ele entregou a arma para a PM.

De acordo com o sargento Clodoaldo, esses criminosos seriam de uma torcida rival da vítima e o crime teria como motivação a rixa entre torcidas. A reportagem do Portal BO conversou com Carlos Alberto, pai da vítima, e ele revelou que o filho é usuário de drogas desde os 12 anos.

Ainda segundo informações do pai, Fagner realmente era envolvido com brigas de torcidas e já tinha recebido ameaças de um homem que ele disse ser conhecido pelo apelido de Gordo. A Polícia Militar chegou a realizar diligências, mas nenhum suspeito foi preso.

Líderes de organizadas do RN criticam preconceito com as torcidas

segunda-feira, 29 de julho de 2013 · 0 comentários

Por Thyago Macedo
Fotos: Thyago Macedo / Portal BO

É comum ver no noticiário policial mortes associadas à briga entre torcidas e, geralmente, nesses casos, os integrantes das torcidas organizadas acabam sendo citados ou apontados como autores de crimes. Porém, de acordo com os líderes das principais torcidas organizadas do Rio Grande do Norte, existe um preconceito e generalização quando o assunto é violência.

A reportagem do Portal BO conversou com o presidente da TGA, hoje chamada de Torcida Garra Alvinegra, bem como com o atual presidente da TMV, que também teve sua nomenclatura mudada para Tradição, Motivação e Vibração. Os dois afirmam que as organizadas buscam, na verdade, proporcionar benefícios para os torcedores e, de maneira alguma, existe incentivo à violência.

José Weverton dos Santos, que está como presidente temporário da TMV, explica que ingressou na torcida ainda criança e que muitas famílias integram a organizada. “Nossa torcida, ao contrário do que muitos pensam, tem um ambiente altamente tranquilo, inclusive, somos cadastrados no Ministério Público e temos relacionamento direto com a Polícia Militar e até mesmo com a diretoria da outra torcida, sempre buscando o que melhor para os torcedores”, destaca.

O mesmo é dito por Cristiano Francisco, presidente da TGA há um ano e meio. Ele reforça, inclusive, que há alguns anos, justamente para evitar a relação com a violência, as duas torcidas mudaram as nomenclaturas e retiraram os nomes Gang e Máfia. “Hoje, nós temos uma sede própria, na qual recebemos nossos associados que vêm aqui para comprar um material na lojinha ou para comprar ingressos e também para as reuniões que fazemos periodicamente”, comenta.




Tanto Cristiano como José Weverton são categóricos em afirmar que os integrantes das torcidas que realmente são associados se preocupam em zelar pelas organizadas, bem como se preocupam com os clubes que representam. “O camarada que veste uma camisa falsificada, por exemplo, eu nem considero torcedor. Nós mesmos, dentro da TMV, pregamos que só entra na sede ou só acompanha o time se tiver usando tudo original, pois isso é o que alimenta tanto a torcida como o clube”, afirma Weverton.

Já Cristiano Francisco ressalta que as torcidas organizadas acabam sofrendo com um problema que ele intitula “modinha”. “Muitos jovens nem sabe como funciona a organizada, mas acha bonito dizer que é da TGA, por exemplo, compra uma camisa e sai por ai, geralmente, dentro dos próprios bairros, dizendo que é da torcida sem ser. Isso nos gera muito problema, pois quando acontece alguma coisa, as pessoas associam logo à briga de torcidas”.

O presidente da TGA cita como exemplo um caso recente envolvendo duas adolescentes. Uma de 12 anos matou outra de 16. “Chegaram a associar as duas como integrantes da TGA e da TMV, porém, a gente e a diretoria da outra torcida nem mesmo conhecíamos essas meninas. Elas jamais foram integrantes das organizadas. Ou seja, as pessoas generalizam justamente pelo preconceito que têm com as torcidas. É muito mais fácil colocar a culpa na gente do que cobrar da polícia uma investigação”, desabafa Cristiano Francisco.




Apesar disso, Cristiano e José Weverton reconhecem que parte do preconceito é fruto do próprio histórico de violência envolvendo torcedores. Os dois lembram que, no passado, realmente, houve confrontos e até mortes entre integrantes, mas que, atualmente, a maioria dos casos em que são citadas as torcidas os envolvidos não são sócios das organizadas.

“O que a gente observa é que muita gente que se diz da TGA ou da TMV e, na verdade não são, mas que tem envolvimento com drogas e acabam morrendo por causa do tráfico. Mas como eles sempre dizem que são das organizadas, as pessoas acabam associando a morte à briga entre torcidas”, comenta José Weverton.

As duas torcidas organizadas, que representam ABC e América-RN, além na área do futebol, também costumam realizar ações sociais, como doações de cestas básicas para instituições carentes e também doações de brinquedos e roupas para crianças de comunidades carentes. “Isso ninguém mostra. As pessoas nos julgam como marginais, mas, na verdade, muita gente não conhece nosso trabalho”, completa Cristiano Francisco.


Integrante de torcida organizada é assassinado em Parnamirim

terça-feira, 8 de maio de 2012 · 1 comentários


Jovem de 18 anos estava com grupo de amigos, no bairro da Cohabinal, onde foi morto.

Por Sérgio Costa
Um jovem de 18 anos foi alvejado na cabeça durante um tiroteio na noite desta segunda-feira (7), no bairro Cohabinal, em Parnamirim. Identificada apenas pelo nome de William, a vítima estava caminhando na avenida Mário Negócio, quando foi surpreendido por homens armados que chegaram em um veículo de cor escura.

Um dos ocupantes do carro, de posse de uma pistola, atirou várias vezes em direção a William que não teve chance e caiu no local. De acordo com o soldado Jairo, do 3º Batalhão da Polícia Militar, a vítima foi atingida duas vezes na cabeça e foi socorrida pelo SAMU em estado grave. “Quando chegamos ele já estava sendo atendido pelos paramédicos, mas a situação era muito delicada”, revelou.

O jovem foi levado ao Hospital Deoclécio Marques, no entanto, morreu logo que deu entada na unidade. Ainda segundo o policial Jairo, William era dirigente e integrante de uma torcida organizada do América. Com isso, a suspeita é que atentado esteja relacionado com brigas entre facções rivais. Os autores dos disparos, que estavam em um carro preto, não foram identificados.

portalbo.com

 

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