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Um dos suspeitos de assalto e morte no RN é fugitivo de MG, diz delegado

segunda-feira, 28 de abril de 2014 · 0 comentários

Galeguinho e Antônio Neto têm mandados de prisão em aberto.
Dupla é suspeita de assaltar correios em Patu e matar gerente da agência.

Anderson BarbosaDo G1 RN

Segundo a polícia, Galeguinho e Antonio Neto têm mandados de prisão em aberto (Foto: Divulgação/Polícia Militar do RN)

Um dos suspeitos de ter participado diretamente do assalto que terminou com a morte do gerente da agência dos Correios na cidade de Patu, na região Oeste do Rio Grande do Norte, é fugitivo de um presídio em Minas Gerais. Ele e o irmão foram resgatados da Cadeia Pública de Pirapora, onde cumpriam pena por assalto em 2009. Trata-se do paraibano Livaci Muniz da Silva, natural de Paulista, que no dia 5 deste mês completou 30 anos. A ficha criminal de Galeguinho foi repassada ao G1 pelo delegado Sandro Régis.
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A foto de Galeguinho, como é mais conhecido, e a foto do também paraibano José Antônio da Silva Neto, o Antônio Neto, natural de Bom Sucesso, foram divulgadas neste domingo (27) pelo capitão da PM Inácio Brilhante. O capitão afirma que Antônio Neto também possui mandado de prisão em aberto.

Filho de vereador é procurado
Além de Galeguinho e Antônio Neto, o delegado Sandro Régis confirmou ao G1 que a polícia também está procurando pelo filho de um vereador da cidade de Paulista. O nome não foi revelado, mas o delegado admitiu que o suspeito chegou a ser levado para a delegacia logo após o assalto e morte do gerente, mas foi liberado.

"Naquele momento não tínhamos nada que provasse o envolvimento dele, então tivemos que soltá-lo. Agora a situação é diferente. Descobrimos que foi ele quem deu apoio aos três homens que tiveram participação direta no crime. Ele não suja as mãos porque fica nos bastidores, como responsável pela logística da quadrilha. E foi ele também quem tentou resgatar os três comparsas quando os mesmos fugiram para um sítio. Por isso ele é procurado e deve ser preso e indiciado”, explicou o delegado.

O outro suspeito de participação no assalto foi morto ao trocar tiros com a polícia na sexta-feira (25), dia seguinte ao crime, na zona rural de Patu. Ele foi identificado como Samarone Pereira de Carvalho, de 38 anos, foragido de Mossoró. Com ele foram encontrados uma mochila com alimentos, uma pistola calibre ponto 40, munições e rádios comunicadores que estaria sintonizados na mesma frequência utilizada pela polícia. Os outros dois homens conseguiram escapar do cerco.

Buscas
O capitão Brilhante disse que as buscas pelos criminosos continuam. “Estamos percorrendo as estradas da região com o apoio das polícias do Ceará e Paraíba. Não vamos sossegar enquanto não encontrarmos estes criminosos. Eles mataram o gerente e feriram um policial. Precisam ser presos”, ressaltou.

PF no caso
"Todas as informações que temos até agora, inclusive o vídeo do assalto e as fotos e as fichas dos suspeitos, serão entregues à Polícia Federal. A PF concluirá o inquérito porque o roubo aconteceu à uma agência dos Correios, que é uma instituição federal, e o gerente que morreu era um funcionário federal", explicou o delegado.
Arni Praxedes em evento na Assembleia de Deus,
em Patu (Foto: Vinycius Targino/G1)

O assalto
O assalto à agência dos Correios em Patuaconteceu por volta das 8h da quinta-feira (24). De acordo com a Polícia Militar, os criminosos teriam abordado o gerente quando ele saía de casa a pé para ir ao trabalho. Eles teriam obrigado Arni a entrar em um carro e o levaram para a agência.

Quando deixavam os Correios, junto com o gerente feito refém, os assaltantes se depararam com uma guarnição policial que passava pelo local e houve troca de tiros. Segundo o delegado Sandro Régis, os criminosos não levaram nada da agência.

Arni Praxedes e o soldado da PM O. Filho foram baleados e socorridos, mas o gerente não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró. O policial, segundo a própria PM, levou um tiro de raspão e passa bem.

Imagens
Câmeras do circuito interno gravaram toda a ação dos criminosos que tentaram assaltar a agência dos Correios. Pelas imagens, é possível ver dois assaltantes, um deles armado, rendendo o gerente Arni Praxedes. O delegado Sandro Régis disse que os criminosos são os dois homens que aparecem usando bermuda.

“O gerente está de calça jeans e camisa ensacada”, acrescentou. Além destes dois, a polícia acredita que outros dois criminosos ficaram do lado de fora da agência. Na saída do prédio, houve troca de tiros com a polícia. O G1 teve acesso às imagens por meio da Polícia Civil. Ainda de acordo com o delegado, os assaltantes que aparecem na gravação são os mesmos que estão cercados e trocaram tiros com a polícia na manhã desta sexta.
Imagens da ação dos criminosos foram gravadas pelas câmeras da agência dos Correios, em Patu (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)

Luto e enterro
Mais de 2 mil pessoas - entre elas familiares, amigos e colegas de trabalho, se reuniram na manhã deste sábado (26) para o último adeus a Arni Praxedes de Melo, de 51 anos - gerente dos Correios na cidade de Patu.

"Era um homem bom que só estava fazendo o seu trabalho", disse Talison Layala Praxedes de Lima, de 26 anos, filho mais velho de Arni. Em entrevista ao G1 no dia do crime, Talison disse que a família vive um momento de muita dor. “Estamos encarando da pior maneira possível. Foi algo inesperado", acrescentou.

Por causa da morte de Arni, a Prefeitura de Patu decretou luto oficial de três dias. Segundo a prefeita Evilásia Gildênia de Oliveira, o gerente era uma pessoa ilustre do município e “sua obra, o seu legado e seu exemplo de vida devem servir de estímulo para os patuenses”.
Cortejo fúnebre de Arni Praxedes reuniu centenas de pessoas em Patu (Foto: Bruno Campelo/G1)
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À polícia, testemunha diz que ouviu 'luta' de fisioculturista e marido no RN

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013 · 0 comentários

Do G1 RN
Delegado Frank Albuquerque (Foto: Anderson Barbosa/G1)Delegado do caso, Frank Albuquerque
(Foto: Anderson Barbosa/G1)
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte vai colher o depoimento de um homem que teria ouvido "sons semelhantes a uma luta corporal" entre a fisioculturista Fabiana Caggiano Paes e o marido dela, o empresário Alexandre Furtado Paes, no dia em que ela desmaiou no Arituba Park Hotel, em Natal. Essa testemunha estava hospedada no apartamento vizinho ao do casal no hotel. O homem, que mora em Pernambuco, já foi localizado pelo delegado Frank Albuquerque, designado para investigar a morte de Fabiana.
O homem disse a uma das gerentes do hotel que "havia escutado sons emanados do apartamento 505 [em que Fabiana e Alexandre estavam hospedados] semelhante a uma discussão de casal, acompanhado de sons semelhantes a uma luta corporal e em seguida ouviu-se um silêncio, pouco tempo depois ouviu o homem [Alexandre] dizer 'Acorda, Fabiana. Acorda!'.
A versão foi apresentada ao delegado Frank Albuquerque em depoimento na quarta-feira (2). O G1 tece acesso com exclusividade ao documento.
Depoimento de uma pessoa que trabalha no Hotel onde o casal estava hospedado (Foto: Anderson Barbosa/G1)Depoimento de uma pessoa que trabalha no Hotel onde o casal estava hospedado (Foto: Anderson Barbosa/G1)
Este depoimento confronta as declarações dadas por Alexandre à polícia. Indagado sobre o relacionamento que tinha com a mulher, o mesmo garantiu que os dois não costumavam brigar, e  em todo o período de férias na capital potiguar não protagonizaram discussões.
Trecho do primeiro depoimento prestado por Alexandre à polícia (Foto: Anderson Barbosa/G1)Trecho do primeiro depoimento prestado por Alexandre à polícia (Foto: Anderson Barbosa/G1)
Os depoimentos também trazem a informação de que o corpo de Fabiana não estava molhado, bem como o quarto e o banheiro, no dia em que ela supostamente estava tomando banho e caiu desacordada. Confira o depoimento de uma pessoa que trabalha no hotel, cujo nome será preservado.
Depoimento de testemunha do caso Fabiana Caggiano (Foto: Anderson Barbosa/G1)Depoimento de testemunha do caso Fabiana Caggiano (Foto: Anderson Barbosa/G1)
Todos os relatos das testemunhas à polícia desmentem a versão de Alexandre. Confira o segundo depoimento dele, no qual ele reafirma que Fabiana estava tomando banho, com o chuveiro aberto, quando caiu desacordada.
Trecho do último depoimento de Alexandre à polícia (Foto: Anderson Barbosa/G1)Trecho do último depoimento de Alexandre à polícia (Foto: Anderson Barbosa/G1)

 

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