Ex-presidiário é assassinado um dia após receber Alvará de Soltura

quarta-feira, 18 de abril de 2012 · 0 comentários


Jailson André foi morto no final da manhã desta quarta-feira, no Bom Pastor.

Por Thyago Macedo do portalbo.com

O ex-presidiário Jailson André Máximo, de 32 anos, foi assassinado, no final da manhã desta quarta-feira (18), quando estava em uma favela no bairro do Bom Pastor, na zona Oeste de Natal. Ele tinha deixado a cadeia nesta terça-feira (17) e, inclusive, estava com um Alvará de Soltura dentro do bolso da bermuda.

O crime, de acordo com policiais do 9º Batalhão da Polícia Militar, aconteceu por volta das 10h, em um local conhecido como favela Frei Damião, que fica por trás do cemitério do Bom Pastor. Os policiais foram acionados após os moradores ouvirem disparos de arma de fogo e encontrarem a vítima estirada no chão. Quando chegou lá, a polícia confirmou que se tratava de um homicídio.

Segundo os policiais do 9º BPM, mais uma vez, a “lei do silêncio” prevaleceu e os moradores da favela Frei Damião não quiseram dar detalhes do homicídio, mesmo o crime tendo acontecido em plena luz do dia. O que se sabe é que Jailson André Máximo não morava na favela, mas tinha endereço fixo na rua Matusalém, também no Bom Pastor.

Os peritos do Instituto Técnico-Científico de Polícia também foram acionados e se deslocaram até o terreno onde fica a favela Frei Damião. O local é repleto de barracões e fica em uma área de duna. De acordo com os peritos, a vítima foi alvejada por pelo menos quatro disparos de arma de fogo, sendo que alguns transfixaram, o que indica que os tiros partiram de uma distância pequena.

No bolso de Jailson André, os peritos encontraram o Alvará de Soltura dele, que tinha o número do processo 0001598.95.2008.8.20.0124. A reportagem consultou o sistema online do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte e descobriu que o documento é datado de ontem, dia 17.

A vítima do homicídio tinha uma condenação de dois anos pelo crime de furto qualificado, mas recebeu o benefício da liberdade, após cumprir a pena. O corpo de Jailson André foi levado para a sede do ITEP, na Ribeira, onde ficará até que um familiar vá ao Instituto para fazer a liberação. No local do assassinato, os policiais militares não conseguiram localizar nenhum parente da vítima.

Jogo do bicho na Esplanada dos Ministérios ignora a CPI

terça-feira, 17 de abril de 2012 · 0 comentários


iG flagrou pontos de jogatina em plena luz do dia em frente ao Palácio do Planalto e ministérios, onde atraem servidores públicos
Em tempos que políticos são alvo uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) por ligação com a máfia do jogo ilegal, o milionário esquema do jogo do bicho ignora as investigações contra parlamentares para se instalar atrás do estacionamento do Senado Federal, a poucos metros do Palácio do Planalto, e na entrada de ministérios. Durante dois dias, a reportagem do iG percorreu estacionamentos e edifícios da Esplanada dos Ministérios, no coração da capital, e identificou pontos da jogatina funcionando em plena luz do dia sem qualquer fiscalização, recebendo apostas de servidores públicos e de transeuntes.


Banca do jogo do bicho funciona em quiosque de venda de biscoito caseiro em frente ao Palácio do Planalto

Homem de jaqueta preta com credencial do Palácio do Planalto conversa com apontador do bicho, que, sentado, registra o jogo numa maquininha similar à de cartão de crédito
O mesmo apostador recebe pagamento por jogo da semana anterior e depois retorna ao Planalto
Pela lei, o jogo do bicho é considerado contravenção, com pena de prisão que varia entre quatro meses e um ano, além de multa. Mas a punição não é suficiente para intimidar um apontador cuja banca funciona de segunda a sexta-feira, entre 7h30 e 17h30, em frente ao estacionamento do Palácio do Planalto, colado ao Senado Federal. O ponto é discreto: funciona camuflado em um quiosque de venda de biscoito caseiro, ao lado de um ponto de ônibus. As apostas são recebidas por um senhor de cabelos brancos, que é conhecido como “Brasil”.
Nos quinze minutos que a reportagem acompanhou a movimentação da banca, seus “clientes” eram, na maioria, funcionários engravatados com credenciais do Planalto. Quando recebe uma aposta, “Brasil” abre uma fresta num saco plástico azul para revelar uma maquininha similar às de cartão de crédito, onde computa o jogo e emite um recibo idêntico a uma nota fiscal. “Você joga R$ 2 e pode ganhar até R$ 4 mil”, alardeia o apontador.
“Brasil” estaciona seu carro, um Palio verde, a menos de dez metros da banca. Os apontadores passaram a parar os automóveis próximo de onde recebem as apostas - alguns registram os jogos dentro dos veículos - depois que uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, no fim do ano passado, 22 pessoas acusadas de trabalhar com o jogo do bicho.
A polícia investiga a ligação dos bicheiros de Brasília com os chefões do jogo no Rio de Janeiro e com o empresário de jogos de azar em Goiás Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Um dos pivôs da CPI no Congresso, Cachoeira está preso desde fevereiro. Ele teria ligações com o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) e com os deputados Carlos Leréia (PSDB-GO) e Sandes Júnior (PP-GO), que aparecem em grampos telefônicos legais da Polícia Federal.

A cerca de 500 metros do Congresso Nacional, entre os ministérios de Minas e Energia e das Comunicações, contudo, uma apontadora conhecida como “Maria”, aninhada sob a copa de uma árvore, se mistura a vendedores ambulantes e jogadores de baralho. Ela carrega um caderno de capa de couro, onde são colados os resultados dos jogos. Suas páginas são consultadas avidamente pelos apostadores. Em seguida, Maria torna a guardar o caderno em uma bolsa preta, onde também deposita o dinheiro do jogo. Em aproximadamente 20 minutos, 12 pessoas passam pela banca.
No estacionamento do anexo do Ministério do Trabalho, trabalha o apontador identificado como “Gordo”, que já teria sido preso pela polícia em ao menos duas ocasiões. Seu ponto fica estrategicamente posicionado num canteiro entre carros de servidores do ministério e de galhos de uma árvore baixa, a não mais de cem metros de uma viatura policial. Para vê-lo é preciso passar perto de sua banca, o que dificulta o trabalho de fotógrafos.
Assim como “Brasil”, o “Gordo” também usa uma maquininha ocultada por um saco plástico, só que preto. Na árvore, ele prega o resultado do último sorteio, a fim de que os apostadores possam consultá-lo. Em outro saco, pendurado em um dos galhos, o apontador guarda dezenas de notas com resultados antigos do bicho. “Não adianta prender”, diz um dos policiais militares na viatura próximo ao anexo. “Levamos para a delegacia e em meia hora estão soltos”.

Os apontadores são, contudo, considerados apenas a ponta do esquema. “O jogo do bicho é uma coisa organizada”, explica o delegado-adjunto da Delegacia de Repressão a Pequenas Infrações (DRPI), Hélio de Oliveira. “Os apontadores estão mais em evidência, mas estamos em busca coisas maiores”. A polícia investiga o envolvimento de mais de mil pessoas no esquema do Distrito Federal. Não há, entretanto, estimativa financeira de quanto o jogo ilegal movimenta na capital.
No Rio de Janeiro, investigações revelaram que a jogatina tem hierarquia, divisão de trabalho e conexões com o Estado, que vão desde a corrupção de policiais ao financiamento de campanhas eleitorais. Além, é claro, de financiar as escolas de samba do maior Carnaval do País.


Fred Raposo, iG Brasília  via policialbr.com

MS: Por melhores Salários Praças da PM/BM, Mato Grosso do Sul, decidem por Operação Tolerância Zero

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Praças da Policia e Bombeiro de Mato Grosso do Sul se reunirão, no auditório da Escola Mace, em Campo Grande, para protestar e avaliar as medidas a ser tomado devido à proposta de reajuste salarial de 5%, oferecida pelo governador do Estado, “André Puccinelli”, durante reunião na sexta-feira.
A presença das praças foi maciça onde o auditório da referida instituição foi pequeno para tantos militares que foram a reunião, sendo calculado entre 1.000 a 1.500 militares, onde até o palanque e a área externa foi utilizada. Os militares reivindicam um aumento escalonado partindo de 25% até 90% do subsidio de um Coronel, de acordo com a graduação ou posto, porém o governo sequer quis analisar a proposta e de forma truculenta impôs os 5%, isto é R$ 97.00 de reajuste bem menos que os 14% do salario mínimo e até menos que a inflação do período. Falaram além do presidente da ACS, cabos e soldados vários militares que mostraram muita indignação. Nosso problema é o Governo André Puccinelli, que não quer negociar e diz que não ira tirar dinheiro obras esculturais como o Aquário do Pantanal. Ele não para de anunciar novas obras e enquanto isso o policial dá o sangue, deixa sua família e seus filhos desprotegidos para não ser valorizado. Será que o índice de criminalidade ter baixado em 12% já não é um motivo de retribuir os servidores, disse um militar de dourados que veio de Dourados. De acordo com o presidente da Associação de Cabos e Soldados de MS, Edmar Soares da Silva, aplicar "tolerância zero" consiste em intensificar a fiscalização da PM, apurar as infrações com mais rigor e encaminhar todos os casos às delegacias, a partir da madrugada desta terça-feira 17/04. A proposta é lotar e fazer pressão nas delegacias. Os policiais militares acabam resolvendo muita coisa na rua, porque sabe o quanto os serviços nas delegacias exigem dos policiais civis, mas não vamos mais resolver, explica Edmar. Muito dos presentes reclamavam que há quatro anos não recebe coturnos, cobertura “boné” e fardamento. “Com esta operação quem não tiver com fardamento com condições mínimas não vai colocá-lo. Tem gente que promete ir de tênis”. Os militares garantem que a operação tolerância zero vai cumprir a lei no seu mais profundo rigor com remoção de veículos por menor que seja a restrição. Viaturas com pneus carecas, sem cinto de segurança, problemas mecânicos não sairão de suas bases para o serviço operacional. AQUARTELAMENTO
 Ficou decidido também que caso o governo em represália venha a prender algum militar haverá o Aquartelamento, medida que os Militares estão evitando ao máximo, mas mesmo que venha a ser tomada essa medida será colocado apenas o efetivo legal na rua. O serviço dos Bombeiros como resgate não será prejudicado, porém as vistorias e inspeção será intensificada e caso algum clube ou evento não disporem de salvas vidas e ou com falta de equipamento de segurança este será imediatamente fechado e multado conforme a lei.
ADILSON DOMINGOS SD/BM-MS

policialbr.com

TJSP mantém exclusão de candidato com tatuagem de concurso da PM

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Por TJSP, via Blog do Professor Lucas

A 6ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a exclusão de um candidato do concurso público da Polícia Militar, reprovado no exame médico por ter duas tatuagens.

O homem participava de concurso para soldado PM – 2ª classe e foi considerado inapto, pois as tatuagens seriam de grande porte, contrariando as exigências do edital do concurso, que permitia desenhos de pequenas dimensões. Uma das imagens teria 24,5 X 5 cm e a outra 36 X 14,5 cm, ocupando parte significativa da área frontal do abdômen, virilha e coxa.

O candidato recorreu ao TJSP para reverter decisão da 7ª Vara da Fazenda Pública, sob a alegação de que as tatuagens não atentam contra a moral e os bons costumes e que não aparecem quando usado o uniforme de treinamento. Mas a apelação foi negada por unanimidade

De acordo com o voto do relator do recurso, desembargador Reinaldo Miluzzi, no capítulo X do edital do concurso estão regulamentados os exames médicos, de caráter eliminatório, sendo que um dos itens trata especificamente das tatuagens. “Ao inscrever-se o candidato sabia como seriam realizados os exames médicos, quais as exigências e os requisitos essenciais para obter aprovação. E se efetuou sua inscrição sem se rebelar, a presunção é a de que fez sua livre adesão àquele regramento do certame”, afirmou o relator.

Também participaram o julgamento dos recursos os desembargadores Maria Olívia Alves e Carlos Eduardo Pachi.”

PMs do 5º BPM apreendem 22 kg de maconha em João Pessoa na Paraíba

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Na madrugada da ultima sexta-feira (13), por volta das 03h00min, Policiais Militares do 5º BPM realizaram uma operação na comunidade Hildo Bandeira, no bairro da Torre, em João Pessoa.

Os PMs apreenderam 22 quilos de maconha. Foi apreendido ainda um revólver calibre 38 e duas pessoas foram presas.

Segundo o comandante do 5º BPM, a droga estava acondicionada em duas bolsas e a apreensão foi realizada no momento em que o produto chegava na comunidade. Segundo informações, a droga foi adquirida em Belém, Capital do Pará e seria distribuída na capital.

Assessoria do 5º BPM
via qthdanoticia.blogspot.com

Internos do Ceduc Pitimbu causam tumulto e Choque intervém

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Mais de trinta adolescentes, internados no Ceduc Pitimbu, Zona Sul de Natal, se amotinaram nessa segunda-feira (16) e o tumulto só foi contido com a chegada do Batalhão de Choque.

Segundo o oficial de operações do BP Choque, cerca de 35 militares foram enviados ao Ceduc, com armamento não letal, para conter o tumulto. “Quando chegamos os internos estavam bastante insubmissos. Os educadores não conseguiam se quer ter acesso as celas, porque os adolescentes os ameaçavam com barras de ferro”.

Durante a ação dos militares um dos adolescentes ainda tentou ferir um dos policiais com uma arma artesanal, mas não conseguiu.

Em revista as celas, os policiais conseguiram apreender dezenas de armas artesanais, feitas com parte da estrutura do próprio Ceduc.

nominuto.com

Corpo é encontrado esfaqueado dentro de pensão na praia da Pipa

segunda-feira, 16 de abril de 2012 · 0 comentários

Vítima foi morta com vários golpes de faca quando estava dentro de um quarto.

Por Thyago Macedo do portalbo.com
Um crime violento marcou a manhã desta segunda-feira (16), na praia da Pipa. O corpo de um homem foi encontrado dentro de uma pensão. A vítima foi morta com vários golpes de faca quando estava dentro de um quarto. De acordo com a polícia, moradores da pensão perceberam sangue escorrendo pela janela, no início da manhã, e acionaram os policiais para irem até o local.

O soldado Denilson contou que o proprietário do pensionato foi avisado por outros moradores que uma mancha de sangue podia ser vista pela parte de fora da janela do quarto da vítima. “Fomos até e ao entrarmos no local descobrimos que se tratava de um homicídio e que o homem tinha sido atingido por várias cutiladas de faca”, revela o policial militar.

Durante o atendimento à ocorrência, os policiais conversaram com alguns dos moradores do pensionato. Nenhum deles, no entanto, soube dizer o que teria acontecido com a vítima. Nem mesmo gritos foram ouvidos durante a madrugada. “Nós acreditamos que a pessoa que cometeu esse assassinato conhecia a vítima e estava dentro do quarto com ela”, completa o soldado Denilson.

Um familiar do morto esteve na praia da Pipa, na manhã de hoje, e contou aos policiais que ele se chama Natan Silva da Costa. O homem trabalhava vendendo caipirosca na praia e estava morando na pensão há um mês. “O parente revelou ainda que o rapaz era do bairro de Mãe Luiza, mas não soube dizer se ele tinha algum inimigo ou se recebia ameaças de morte”, disse o policial.

Os peritos do Instituto Técnico-Científico de Polícia estiveram na pensão, localizada no Centro da Pipa, e colheram os primeiros vestígios que possam levar até o autor do crime. Nenhum objeto foi roubado do quarto de Natan Silva, o que descarta a possibilidade de roubo seguido de morte.

Como os vizinhos não ouviram barulho de gritos, os peritos levantaram a possibilidade de a vítima ter sido esfaqueada enquanto dormia ou até mesmo de mais de uma pessoa ter cometido o crime e uma delas tapou a boca do homem para evitar qualquer tipo de pedido de socorro por parte dele.

Prefeito de Janduís denuncia esquema de corrupção na PM

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O prefeito do município de Janduís, Salomão Gurgel Pinheiro (PT), denunciou esta semana um suposto esquema de corrupção envolvendo os policiais militares responsáveis pela segurança no município e entorno. Segundo ele, os policiais só trabalham para aqueles que pagam pelo serviço.

Para o prefeito é preciso que o Governo assuma, efetivamente, a Segurança na região. “Como não existe uma política pública de segurança para estes municípios, esses policiais despreparados ficam agindo como querem e bem entendem”.

Em entrevista ao Nominuto, Salomão Gurgel não revelou o nome dos policiais corruptos, mas explicou como o esquema funciona. “Como não há gerência do Estado, esses policiais se organizam como querem. Falta hierarquia e disciplina”.

“Eles vão procurar os prefeitos da região e só trabalham se a prefeitura oferecer ‘condições’. Já pagamos a refeição deles, o material de expediente e limpeza, damos parte do combustível e por vezes, até peças para manutenção das viaturas, mas eles cobram, também, uma ajuda de custo pessoal, e isso se tornou uma prática comum”.

Segundo Salomão um soldado cobra, em média, 200 reais por mês, enquanto um sargento pode chegar ao custo de até 800 reais. “Juntando tudo, no final do mês temos um custo de 6 a 8 mil reais com despesas que deveriam ser do Estado”.

O prefeito ainda explica que despesas dessa natureza não estão previstas no orçamento do município e para pagar a ajuda de custo desses policiais algumas prefeituras da região estão tendo que desviar recursos de outras destinações pra tal. “Aqui em Janduís eu não faço isso, mas muitos comerciantes têm que pagá-los para ter a sensação de segurança”.

Para Salomão, a Polícia Militar está completamente desmoralizada na região. “Hoje, a Polícia tem medo dos bandidos e mesmo que estejam a 100m de um criminoso eles não fazem nada, uma porque não querem e outra porque também não têm condições para tal. E isso só desmoraliza a PM”.

Ele lamenta que outros prefeitos não tenham a coragem de denunciar o esquema e avalia que encerra seu mandato com a segurança do município em piores condições daquelas encontradas em 2004, quando assumiu a prefeitura. “A segurança em Janduís está pior do que antes porque a bandidagem evoluiu, eles chegam aqui em carros novos e com um poder de fogo muito maior, enquanto a PM ficou parada no tempo”.

Salomão lamenta que os bandidos tenham uma capacidade de intimidação bem maior que a Polícia Militar de dissuadi-los.

O prefeito relata que já esteve em duas oportunidades reunido com o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Aldair da Rocha, para tratar do policiamento em seu município e entorno, mas os compromissos nunca saíram do papel; no Comando da Polícia Militar não é diferente. “O Comando da PM sempre diz que faz as solicitações ao Governo, mas não são atendidos e fica por isso mesmo”.

Ainda que considerada muito grave, segundo o comandante geral da Polícia Militar, coronel Francisco Canindé de Araújo, a denúncia não foi formalizada pelo prefeito junto ao Comando da PM ou na Corregedoria.

“Repudio as atitudes denunciadas pelo prefeito Salomão Gurgel e elas precisam ser denunciadas formalmente, contudo já determinei ao comandante do Policiamento do Interior, coronel Reinaldo, a abertura de um processo administrativo para apurar o caso. Na quinta-feira (12), um oficial do batalhão de Assu esteve em Janduís para falar com o prefeito, mas não o localizou na cidade”.

O Comando de Policiamento do Interior, instaurou essa semana um Inquérito Policial Militar para apurar as denuncias, presidido pelo tenente-coronel Francisco Alvibá Gomes Ferreira, comandante do 12º BPM. O oficial tem um prazo de 40 dias prorrogáveis pelo mesmo período para concluir o inquérito.

A equipe de reportagem do Nominuto também tentou entrar em contato, por diversas vezes, com os policiais militares de Janduís através de ligações telefônicas, por um número fornecido pelo Comando do Policiamento do Interior, mas nenhuma das tentativas foi atendida.

nominuto.com

Armas dentro do freezer e dinheiro na calcinha de mulher em baile funk em Vitória

domingo, 15 de abril de 2012 · 0 comentários

Uma ação da polícia terminou com a
prisão de oito pessoas em um baile
na madrugada deste domingo (15),
em Vitória. O evento reuniu pelo
menos 100 pessoas em uma casa,
no bairro Andorinhas. No local
foram encontradas oito armas,
entre elas quatro pistolas, três
revólveres calibre 38, um revólver
calibre 32 e uma carabina calibre
22.
Uma pistola ponto 40, uma 380 e
duas nove milímetros estavam
dentro de um freezer, junto com a
cerveja. A polícia também
encontrou 82 munições de vários
calibres, duas buchas de maconha,
cocaína e R$ 4,6 mil em dinheiro.
Mil reais estavam espalhados em
notas de R$ 100 e R$ 50 pelo
chão da casa e uma mulher foi
detida com R$ 2,6 mil na calcinha.
A polícia chegou ao local depois de
denúncias anônimas. Todos os
presos disseram que não eram
deles nem as armas, nem as
drogas e nem o dinheiro.

www.folhavitoria.com.br

Viaturas alugadas estão com licenciamento atrasado

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Por Diário de Natal

O promotor de Justiça Wendell Beetoven Ribeiro Agra está fazendo um levantamento para averiguar a suspeita de que as viaturas alugadas à Polícia potiguar pela Locação de Veículos e Serviços Ltda (Locavel) estariam com o licenciamento veicular atrasado desde 2010. O promotor alega ter checado junto ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran) as placas de alguns dos veículos que estão encostados para manutenção no entorno da oficina da Locavel, em Dix-Sept Rosado, e verificou que estavam com a documentação atrasada. O promotor quer impedir que o Detran pague parte da dívida de R$ 2 milhões que o Estado tem com a empresa locadora.

Wendell Beetoven lembra que instaurou, esta semana, um inquérito civil para apurar possíveis prejuízos às atividades das Polícias Civil e Militar do Rio Grande do Norte decorrentes da não reposição de viaturas avariadas que estão na oficina da Locavel. Ele explica que, após as reportagens veiculadas pelo Diário de Natal há cerca de uma semana, foi pessoalmente verificar a situação dos veículos parados. “Na ocasião, anotei as placas de algumas daquelas viaturas e chequei, junto ao Infoseg [rede nacional de informações de Segurança] e junto ao sistema do Detran, como estava a documentação delas”.

Segundo o promotor, essa breve pesquisa revelou que as viaturas estavam com o licenciamento, o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e o seguro obrigatório DPVAT atrasados desde 2010. Tais veículos possuem placas tanto do RN quanto de Pernambuco, onde a Locavel é sediada. Para Wendell Beetoven, a situação é grave, pois os veículos estão passíveis de serem apreendidos. “Nenhum carro com tais taxas atrasadas deveria estar circulando”.

Devido a essas irregularidades verificadas pelo promotor, ele requisitou ao Detran que, em um prazo de 10 dias, envie informações sobre as condições de emplacamento de todas as viaturas alugadas pela Locavel. “Caso seja comprovado o atraso, vou recomendar que o Detran não pague o convênio junto à Sesed [Secretaria Estadual de Segurança Pública] para quitar a dívida do governo com a empresa, pois essa sequer mantém em dia suas obrigações com a autarquia”.

O chefe de gabinete do Detran, Manoel Ferreira, explica que o convênio firmado com a Sesed é para que a Polícia realize fiscalizações de trânsito e que é a secretaria que definirá a destinação final do dinheiro acertado. “Esse dinheiro pode ser para compra de material de fiscalização como também para aluguel de viaturas da polícia de trânsito”. Ele informa ainda que o Departamento está procedendo com o levantamento requerido pelo promotor e o remeterá quando for concluído.

O comandante geral da Polícia Militar do RN, o coronel PM Araújo Silva, diz que não sabia do atraso na documentação das viaturas. “Essa documentação é de responsabilidade da empresa locadora. Nós apenas recebemos os veículos prontos para rodar”.

RN registra 199 homicídios este ano

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Marco Carvalho - repórter do tribuna do norte

Renildo Francelino, Dalvimar da Silva, Gleydson Fagundes, Elcione Borges. Laykson Franklin, Wendell Evandro, Elionai Tavares, Kerginaldo Pereira. Abimael Wilk e Euclides Fernandes. Esses são apenas 10 dos quase 200 nomes que compõem uma lista escrita com letras de sangue em páginas da violência. O Rio Grande do Norte registrou durante os 100 primeiros dias de 2012, 199 assassinatos. Em média, 14 por semana. Os números escondem as histórias que formam uma realidade cruel e desumana. As estatísticas são encobertas pela fumaça densa e branca do crack e abafada pelo estampido das pistolas automáticas.

Cada homem e mulher que tombou sem vida no território potiguar se tornou marca de uma crescente violência. Os "alvos" possuem perfis comuns e formam o padrão da morte. Quase 50% dos assassinatos envolvem jovens entre 15 e 25 anos - a grande maioria homens - e em mais de 90% dos casos foram utilizadas armas de fogo. As execuções têm como característica principal a ligação das partes com a comercialização de entorpecentes.

A equipe de reportagem da TRIBUNA DO NORTE reuniu durante mais de três meses as identidades das vítimas do descaso do Estado com a segurança pública. Os dados foram atualizados diariamente através do website da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado (Sesed), baseado no registro de óbitos do Instituto Técnico-científico de Polícia (Itep). Apesar da riqueza de detalhes e informações à disposição da polícia, diversos casos permanecem sem solução e se acumulam em uma pilha que talvez nunca seja esclarecida.

Enquanto os números se avolumam, a sociedade não vê os projetos previstos saírem do papel. A famigerada Divisão de Homicídios pode não se concretizar em 2012 e a Secretaria de Segurança já estuda outras medidas para conter o avanço da criminalidade. Para o secretário Aldair da Rocha, "a saída é investir".

A impunidade compromete a credibilidade do trabalho policial e dá espaço para o ciclo da criminalidade. A opinião é do promotor de Justiça de Investigação Criminal, Wendell Bethoven Ribeiro Agra. "Faz 15 anos que eu estou no Ministério Público e 12 que estou nessa promotoria. Posso dizer que eficiência da PC diminuiu nesse intervalo de tempo. Há 10 anos, a PC funcionava melhor do que funciona hoje", afirmou.

O Rio Grande do Norte revive o cenário traçado pelo escritor João Cabral de Melo Neto há mais de 50 anos, em seu "Morte e Vida Severina": "Morremos de morte igual, mesma morte severina: que é a morte que se morre de velhice antes dos trinta, de emboscada antes dos vinte". A morte severina agora ganhou traços da vida urbana, em que se mata por uma pedra de crack, por um cigarro de maconha. Por quase nada.

Secretaria espera por investimentos

"Aguardamos investimentos maiores na área de segurança pública". As palavras são do secretário Aldair da Rocha. Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, o titular da pasta esclareceu que está tentando pôr em prática os projetos, mas tem enfrentado dificuldades. Para ele, "daqui pra frente, há uma saída: investir".

Quando assumiu a pasta no início de 2011, Aldair diz ter se surpreendido com a quantidade de casos de homicídios não resolvidos. "Mas por que isso acontecia ou ainda acontece? Não temos uma estrutura adequada de investigação de homicídios", apontou.

Desde o começo da sua gestão, o secretário apontou como prioridade a instituição de uma Divisão de Homicídios. "Tenho falado desde o início da necessidade de se criar uma Divisão. Até o momento, infelizmente, não conseguimos o efetivo e nem a estrutura para criar essa divisão de homicídios. Ela é primordial na seqüência do trabalho".

Enquanto o reforço policial não surge, a Secretaria pretende disponibilizar equipes da Delegacia Especializada de Homicídios para investigar casos que ocorram nos finais de semana. "O delegado-geral está estudando o caso. Assim, na sexta, sábado e domingo, quando ocorre a maior concentração de homicídios, montaríamos uma plantão da Delegacia de Homicídios. Ela mesmo atenderia o chamado daria início às investigações. Ainda vai depender de diárias operacionais e horas extras". Hoje, a Dehom só recebe casos depois que as distritais não consegue resolvê-los.

Segundo ele, a sua gestão tem progredido, ainda que "lentamente". "Temos os projetos e temos encaminhado para a governadora a nossa vontade de trabalhar. Estamos progredindo, mas ainda muito lentamente", afirmou. Um exemplo do progresso citado foi a informatização das 15 delegacias distritais, com o funcionamento do boletim e procedimentos policiais eletrônicos. "Isso vai nos permitir o controle sobre a produtividade das delegacias da Grande Natal. Quero partir para as Especializadas e depois para o interior", esclareceu.

O secretário também enxerga um avanço quanto ao policiamento na Região Oeste do RN. "Lá, a gente conseguiu melhorar a parte de investigação. A Divisão de Polícia do Oeste (Divpoe) foi instituída sob o comando do delegado Odilon Teodósio, que tem feito um bom trabalho. A Polícia Militar também melhorou com a criação de um novo batalhão para Mossoró".

Bate-papo

Wendell Beethoven Ribeiro Agra, promotor

"Maioria dos crimes não são esclarecidos"

Qual a visão do MP sobre a ocorrência de homicídios e a investigação realizada?

O papel do Ministério Público é o de processar criminalmente quem pratica crime, dentre eles o homicídio. Para o MP processar criminalmente, é preciso que a polícia esclareça o crime. Junte provas da materialidade e aponte quem são os seus autores. É necessário que a Polícia Civil investigue e que o Itep forneça as provas periciais. E isso é a principal dificuldade nossa: a ineficiência da Polícia Civil e a deficiência técnica do Itep. Nos casos de homicídios, a maioria dos crimes não são esclarecidos por falta de investigação da Polícia Civil, ou por investigação deficiente. O que mais estimula a prática de novos crimes é a impunidade. E hoje, me parece que o grande responsável por essa impunidade no Rio Grande do Norte é essa baixa produtividade da Polícia Civil.

O senhor tem visto uma evolução no trabalho da Polícia Civil?

Faz 15 anos que eu estou no Ministério Público e 12 que estou nessa promotoria. Posso dizer que eficiência da PC diminuiu nesse intervalo de tempo. Há 10 anos, a PC funcionava melhor do que funciona hoje. Atribuo isso à falta de fiscalização interna da polícia em cobrar produtividade. A gente tem uma das polícias mais bem pagas do país, o que é bom porque tem que ser bem pago mesmo, mas me parece que não há uma cobrança quanto à produtividade. Muitos crimes seriam de "fácil" esclarecimento se fossem investigados prontamente.

Qual o caminho que o senhor enxerga para uma investigação que dê resultados?

A maioria dos crimes de homicídio ocorre durante à noite em determinadas áreas da periferia de Natal, em finais de semana. Se não for trabalhado nas primeiras 72 horas depois do crime, depois até a família da vítima fica temerosa em colaborar porque não se sente protegida. Quando você tem uma quantidade grande de crime, vai negligenciando novos crimes. Não há fator inibidor maior do que polícia eficiente. Se as delegacias distritais fossem eficientes para investigar os crimes praticados naquelas comunidades, a maioria desses crimes seriam esclarecidos. Porque os policiais da área conhece o terreno e as pessoas. Mas o que acontece hoje é que as delegacias distritais produzem muito pouco.

Como o senhor vê a iniciativa de se instalar uma Divisão para investigar homicídios, como a Secretaria de Segurança do RN pretende fazer?

Essa história da Divisão de Homicídios é pra mim um balão de ensaio. Não vi nenhuma providência concreta no sentido de efetivar isso. É uma suposta intenção. De concreto, zero, nada. Seria interessante, mas não é a salvação para tudo. Com essa quantidade de homicídios percebida, teria que ter uma divisão muito estruturada. Se for para as distritais deixar de lado essas investigação, seria necessário uma divisão tão grande que desse conta de investigar cerca de 140 homicídios em três meses. Isso me parece impraticável. A estrutura devia ser voltada para os casos excepcionais e que realmente demanda uma equipe muito mais especializada. É interessante uma divisão para se investigar grupos organizados, grupos de extermínio e casos que fujam à normalidade. Penso que a solução é a mais antiga e conhecida possível: polícia nas distritais para investigar.

Bandidos efetuam disparos e roubam 4 mil reais de comerciante na zona rural de Caicó

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Um assalto a mão armada foi praticado no final da tarde desta sexta-feira (13), nas proximidades do Sítio Barra da Cachoeira, zona rural da cidade de Caicó e teve como vitima o comerciante Lucinaldo Pereira de Araújo, conhecido como Naldo, que conduzia um veiculo modelo D-20 quando foi abordada por dois homens armados em uma moto que efetuaram disparos de revólver e anuciaram o assalto.

Os assaltantes parecerem saber que a vitima estava com uma grande quantidade em dinheiro pois Naldo entregou Mil reais aos criminosos e eles disseram que sabiam que a vitima teriam mais dinheiro.

Precionado por armas de fogo a vitima não teve outra alternativa e entregou mais 3 mil reais aos elementos que fugiram com destino ignorado levando a quantia de 4 mil reais.

A vitima relatou que os assaltantes eram galegos sendo um de estatura baixa e outra com a estatura mais alta. A Policia Militar foi acionada esteve no local realizanedo buscas mais sem êxito na caçada aos criminosos.


Postado por Eduardo Dantas
via qthdanoticia.blogspot.com

 

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